A nova líder da
bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH), vereadora
Luiza Dulci, afirma que o grupo, minoria em uma Casa de maioria conservadora, enfrentará um desafio especial em 2026: a disputa entre os próprios parlamentares que pretendem concorrer às eleições de outubro.
À Itatiaia, a parlamentar afirmou que o enfrentamento a projetos considerados eleitoreiros será “dobrado”. Ela cita como exemplo a proposta aprovada recentemente pela Casa: o
texto que pretende restringir a presença de crianças no Carnaval de BH — aprovado em primeiro turno. “O que eu penso é que quem perde é o povo de Belo Horizonte. Precisamos celebrar a diversidade do carnaval, torcer e trabalhar para ter uma festa segura para todas as pessoas. Isso prejudica quem está no dia a dia, inclusive a economia da cidade”, explicou.
Com a composição desfavorável na Câmara — e, em especial, em algumas comissões importantes, como a de Legislação e Justiça (CLJ) —, o campo progressista vem reclamando, desde o início da legislatura, de um
suposto “tom político” adotado pelo colegiado. "É a única comissão que pode barrar os projetos e tem uma composição alinhada à direita. Ela tem se mostrado assim na prática. Isso nos preocupa”.
A comissão é composta pelos vereadores:
- Uner Augusto (PL), presidente;
- Dra. Michelly Siqueira (PRD), vice-presidente;
- Edmar Branco (PCdoB);
- Fernanda Pereira Altoé (Novo);
- Vile Santos (PL).
“
Essa é uma disputa que estamos fazendo aqui dentro da Casa, conversando com a Mesa Diretora, conversando com o presidente do Legislativo [vereador Juliano Lopes (Podemos)]”.
— disse para a reportagem.