Senadores que integram um grupo de trabalho criado para acompanhar as investigações sobre fraudes financeiras envolvendo o Banco Master se reuniram nesta quarta-feira (11) com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin.
O grupo foi instituído no âmbito da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado e solicitou acesso aos autos da apuração, que tramita sob sigilo na Corte, sob relatoria do ministro Dias Toffoli.
O senador Renan Calheiros afirmou que a reunião foi “positiva” e que Fachin recebeu de forma receptiva os parlamentares.
“A reunião foi muito boa. Discutimos aspectos da legislação penal no Brasil. Ressaltei que a fiscalização do sistema financeiro é competência da Comissão de Assuntos Econômicos e que vamos requisitar todas as informações para colaborar na responsabilização dessas pessoas”, declarou.
Segundo Calheiros, os dados também poderão subsidiar propostas de aperfeiçoamento da legislação sobre crimes financeiros.
O senador Esperidião Amin afirmou que ouviu de Fachin a frase “a democracia pede transparência”, o que, segundo ele, reforça a disposição do STF em ampliar o acesso às informações do caso.
Calheiros disse ainda que pretende solicitar uma reunião com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, para tratar do andamento das investigações.
Em novembro, o Banco Central determinou a liquidação do Banco Master após a deflagração da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que resultou na prisão do proprietário da instituição, Daniel Vorcaro.
A investigação apura a venda de títulos de crédito falsos pelo conglomerado ligado ao banco. Os papéis teriam sido utilizados para inflar artificialmente a capitalização da instituição, com a oferta de juros acima da média do mercado.
O caso é conduzido pelo ministro Dias Toffoli e tem sido alvo de críticas, principalmente devido ao sigilo imposto ao processo e à baixa divulgação de informações até o momento.