PGR se manifesta contra visita íntima para general condenado por golpe

Procurador-geral cita restrições administrativas da Justiça Militar e deixa decisão final nas mãos de Alexandre de Moraes

Segundo a PF, o general Mário Fernandes foi articulador do golpe

A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou, nesta quinta-feira (19), contra o pedido do general Mário Fernandes para receber visitas íntimas da esposa.

O militar está preso preventivamente no Comando Militar do Planalto, em Brasília, desde novembro de 2025, após ser condenado a mais de 26 anos de prisão no processo que apurou a tentativa de golpe de Estado.

No início deste ano, a defesa do general sustentou que a visita íntima constitui um direito inerente à pessoa privada de liberdade, sendo fundamental para a preservação dos laços familiares e para o processo de ressocialização.

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Em resposta ao pedido, o Comando Militar do Planalto informou que, embora o general preencha os requisitos e a unidade disponha de estrutura física adequada para os encontros, há orientação da Corregedoria da Justiça Militar que impõe restrições à realização de visitas íntimas em estabelecimentos militares.

Ao se posicionar contra a solicitação, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, destacou justamente esses impedimentos administrativos como fundamento para negar a autorização.

A decisão final sobre o pedido caberá ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).

Repórter de política em Brasília, com foco na cobertura dos Três Poderes. É formado em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB) e atuou por três anos na CNN Brasil, onde integrou a equipe de cobertura política na capital federal. Foi finalista do Prêmio de Jornalismo da Confederação Nacional do Transporte (CNT) em 2023.

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