Sucessão na Defensoria Pública de MG já tem nomes definidos

Eleição para escolher novo chefe da Defensoria Pública de Minas Gerais acontece no dia 27 de março

Eleição para comando da Defensoria está marcada para dia 27 de março

A Defensoria Pública de Minas Gerais está em processo de sucessão no comando. Termina no dia 29 de abril o mandato da atual Defensora Pública-Geral, Raquel Costa Dias. Ela não pode ser reconduzida ao cargo porque está na função há duas gestões. Assumiu pela primeira vez em 2022 e ficou até 2024. Foi reconduzida pelo governador em 2024 para administrar o órgão até agora em 2026.

Três defensores se candidataram à sucessão de Raquel Costa Dias e estão em campanha pela vaga:

  • Caroline Loureiro Goulart Teixeira, que até o início deste mês era chefe de Gabinete da Defensora Pública-Geral e é lotada na Defensoria das Fazendas Públicas, com foco na área de saúde. Caroline é defensora há 21 anos e é a candidata apoiada pela atual gestão.
  • Marcos Lourenço Capanema, há 11 anos na Defensoria, atua na área da infância e juventude em Contagem.
  • Nicolas Stefany Macedo Katopodes, defensor público há 14 anos, atende na área de execução penal em Betim.

No dia 27 de março, haverá a eleição. Todos os 741 defensores podem votar. Cada um tem a prerrogativa de votar nos 3 candidatos ou em um ou dois de sua preferência. Como são 3 candidatos e a lei determina que uma lista tríplice seja encaminhada para a escolha do governador, os nomes de Caroline, Marcos e Nicolas serão enviados.

Lista para o governador

Depois da eleição, a atual Defensora Pública-Geral entrega a lista para o governador no dia 30 de abril. Ele, então, tem 15 dias para escolher o novo ou a nova comandante da Defensoria. O mandato é de 2 anos, com a possibilidade de uma recondução para mais um biênio.

Até 2003, o chefe da Defensoria era escolhido livremente pelo governador. Desde então, por força de lei, o cargo máximo vem depois de eleição entre os próprios defensores, o que significou uma vitória da categoria. Hoje, o salário inicial do defensor é igual ao de um promotor de Justiça e de um juiz: R$ 32.228,68. O defensor de classe especial recebe R$ 41.845,49, que é o vencimento do Defensor Público-Geral.

Mulheres na chefia

Uma curiosidade sobre a Defensoria Pública: diferentemente do Ministério Público e do Tribunal de Justiça, que nunca tiveram uma mulher no cargo máximo, a Defensoria já teve quatro desde 2003, em pouco mais de 20 anos: Marlene Nery, Andréa Garzon, Christiane Procópio e Raquel Costa Dias.

A Defensoria Pública de Minas Gerais está completando em 2026 cinquenta anos de criação. Começou a atender no dia 04 de agosto de 1976. É um órgão independente e tem autonomia administrativa e financeira. Tem orçamento próprio.

Atualmente, além dos 741 defensores, tem 100 servidores efetivos e 100 de recrutamento amplo, ou seja, não concursados. Além disso, conta com trabalhadores terceirizados que atuam no apoio administrativo, como limpeza e transporte.

A Defensoria está presente em 129 comarcas de Minas Gerais, com abrangência em mais de quatrocentas cidades do Estado. A principal função do órgão é o atendimento jurídico de pessoas em vulnerabilidade social. Os defensores atuam como ‘advogados’ gratuitos para a população.

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Eustáquio Ramos é repórter e apresentador da Itatiaia
A coluna Poder em Minas é um espaço para a publicação de informações de bastidores, análises e apurações exclusivas dos repórteres de política da Itatiaia. A partir dos textos no portal e vídeos nas redes sociais, a equipe da redação mantém os ouvintes, espectadores e leitores bem informados sobre as movimentações que arquitetam o cenário das eleições de 2026.

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