A Copasa ainda não tem previsão para indicação de alguém ao cargo de presidente do conselho da estatal.
“A Copasa informa que as reuniões e assembleias da Companhia seguem o cronograma institucional previsto. Eventuais alterações na pauta ou no calendário, caso ocorram por decisão administrativa ou do conselho, serão comunicadas tempestivamente ao mercado via Fato Relevante, em observância à regulamentação aplicável”, pontuou a empresa em nota.
Na semana passada, em nota encaminhada à Itatiaia, a estatal informou que não tinha conhecimento sobre os processos ligados ao ex-presidente do conselho. Ainda, a empresa explicou que os fatos delatados pelo executivo dizem respeito a períodos anteriores à chegada de Amadeo ao conselho da Companhia.
Amadeo renunciou à presidência do Conselho Administrativo na quinta-feira (12) após a repercussão de uma reportagem do portal UOL com o conteúdo de delações em que ele relata um esquema de pagamento de propinas para manter ou obter contratos de concessão de serviços de saneamento básico para a empresa Aegea.
Amadeo compôs o conselho da Copasa desde 2022 e presidiu o colegiado durante o processo de privatização da empresa. A venda da companhia de saneamento foi aprovada em dezembro do ano passado pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) a partir de um projeto do governador Romeu Zema (Novo). Segundo a matéria do UOL, a delação premiada do executivo foi aprovada em fevereiro de 2025.
Amadeo responde ao processo em que acertou a delação no Supremo Tribunal de Justiça (STJ) em prisão domiciliar. Segundo o conteúdo dos relatos expostos na reportagem, ele confessa ter coordenado um esquema milionário de pagamento de propinas que movimentou cerca de R$ 63 milhões em propinas entre 2010 e 2018.
O grupo operava por meio de notas frias; contratos fictícios de prestação de consultoria ou locação de equipamentos; e vantagens indiretas (como compra de imóveis e veículos de luxo para políticos) para garantir licitações para a Aegea, empresa privada de saneamento.