Nunes diz que SP receberá venezuelanos com carinho, mas ressalva: ‘Espero que não venham’

Segundo o prefeito da capital paulista, a cidade tem atualmente 1.009 imigrantes venezuelanos; Nunes afirma que prisão de Maduro pode reduzir fluxo migratório

Prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB)

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou esperar que os venezuelanos não precisem mais migrar para a capital paulista para fugir da Venezuela, após a captura de Nicólas Maduro pelos Estados Unidos.

“Agora que foi capturado o ditador Nicolás Maduro, que estava exercendo a Presidência de forma ilegítima, porque ele fraudou as eleições e tiveram mais de 8 milhões de venezuelanos que tiveram que fugir do seu país, a gente espera que com essa situação do afastamento dele diminua a necessidade de que as pessoas fujam”, afirmou Nunes.

O prefeito da capital paulista destacou que há vagas para acolhimento e que, se necessário, receberá os venezuelanos com carinho.

“Hoje temos 27 mil vagas, estamos com 21 mil locais ocupados nos nossos abrigos. Espero que não venham [os venezuelanos], até porque agora eles não têm necessidade, tendo em vista estar preso e respondendo lá na justiça dos Estados Unidos esse ditador Nicolás Maduro, amigo do Lula. A gente espera agora que eles não necessitem vir para cá. Se vierem, obviamente, a cidade de São Paulo vai receber a todos com muito carinho, como sempre fez”, finalizou.

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Segundo a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, a Prefeitura de São Paulo tem atualmente 1.009 imigrantes venezuelanos acolhidos na rede assistencial do município. Eles estão em centros de acolhida exclusivos para estrangeiros, nas Vilas Reencontro e em outros equipamentos da administração municipal.

Ricardo Nunes destacou ainda que tem ouvido muitas manifestações sobre direito internacional, mas disse que há um direito fundamental que estaria sendo ignorado, o da “dignidade humana”.

De acordo com o chefe do Executivo paulista, há diversos relatos de venezuelanos nas redes sociais, tanto os que ainda vivem no país quanto os que precisaram fugir, pedindo para outras pessoas pararem de opinar sobre uma realidade que não vivenciaram.

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Yuri Cavalieri é jornalista e pós-graduando em política e relações internacionais. Tem mais de 12 anos de experiência em rádio e televisão. É correspondente da Itatiaia em São Paulo. Formado pela Universidade São Judas Tadeu, na capital paulista, onde nasceu, começou a carreira na Rádio Bandeirantes, empresa na qual ficou por mais de 8 anos como editor, repórter e apresentador. Ainda no rádio, trabalhou durante 2 anos na CBN, como apurador e repórter. Na TV, passou pela Band duas vezes. Primeiro, como coordenador de Rede para os principais telejornais da emissora, como Jornal da Band, Brasil Urgente e Bora Brasil, e repórter para o Primeiro Jornal. Em sua segunda passagem trabalhou no núcleo de séries e reportagens especiais do Jornal da Band.
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o ‘Tá Sabendo’ no Instagram da Itatiaia.

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