Preço do petróleo sobe e petrolíferas dos EUA disparam após operação na Venezuela

Perspectiva de voltarem a atuar nos campos venezuelanos contribuiu para a valorização de petrolíferas americanas

Petróleo na Venezuela é explorado pela estatal PDVSA

O preço do barril de petróleo voltou a subir nesta segunda-feira (5) após abrir o dia em queda, no primeiro pregão após a operação dos Estados Unidos na Venezuela. A ofensiva militar que resultou na captura e prisão do presidente Nicolás Maduro também contribuiu para uma valorização das petrolíferas americanas no mercado.

O petróleo está no centro do conflito entre EUA e Venezuela, apesar do argumento inicial das operações no caribe ser o tráfico de drogas para a América do Norte. Após a operação, o presidente Donald Trump afirmou que o óleo bruto venezuelano estava sendo usado para fortalecer “inimigos” dos americanos.

Trump também destacou que empresas dos EUA devem voltar a operar na Venezuela para explorar o petróleo. As ações da Chevron, única empresa americana com autorização do governo para atuar na Venezuela, subiram cerca de 5,1% com a perspectiva de que ela possa se beneficiar da posição que já ocupa. Já outra gigante do setor, a Exxon Mobil teve alta de 2,2%.

“Vamos fazer com que nossas empresas petrolíferas dos Estados Unidos, as maiores em qualquer lugar do mundo, entrem e invistam bilhões de dólares para repararem a infraestrutura petrolífera gravemente deteriorada, e comecem a gerar dinheiro para o país”, disse Trump.

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Em relação ao preço da commodity, o barril de petróleo tipo Brent negociado na Bolsa de Londres, teve uma alta de 1,78%, cotado a US$ 61,86. O preço do barril Western Texas Intermediate (WTI) negociado em Chicago, subiu 1,83% aos US$ 58,37.

“Muito do dinheiro virá do petróleo e vamos ser reembolsados por tudo. É uma grande e importante madrugada, temos que estar cercados por países seguros, e precisamos ter energia. O que vai acontecer com a Venezuela ao longo do ano será excelente, principalmente para o povo da Venezuela, o maior beneficiário”, destacou o presidente dos EUA.

Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.

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