O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) rebateu as críticas do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), após visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no complexo penitenciário da Papuda neste sábado (21). O filho 03 de Bolsonaro, que atualmente mora nos Estados Unidos, cobrou o parlamentar mineiro e a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro por um apoio explícito à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.
Eduardo Bolsonaro disse que a dupla estaria jogando o mesmo jogo, compartilhando conteúdo em apoio mútuo e com uma suposta “amnésia”. Segundo Nikolas, é preciso ter maturidade e sabedoria para enfrentar as divergências internas dentro do partido e vencer as eleições contra o Partido dos Trabalhadores (PT).
“Discordo que eu e a Michelle tenhamos amnésia, me lembro muito bem de todos os anos em que fui atacado injustamente. Diante das situações, com o pai dele preso, sofrendo dificuldades de saúde, pessoas do dia 8 presas e precisando da derrubada do veto da dosimetria, o STF em diversos escândalos, a prioridade é nos atacar? Isso diz muito mais sobre ele do que de mim”, disse o deputado.
O parlamentar mineiro pregou respeito pelo “momento difícil” que estaria sendo vivido por Michelle Bolsonaro, com o marido preso por uma condenação por tentativa de golpe de Estado. “Deixa a Michelle viver o calvário dela. Acima de tudo, ela é uma esposa, mãe, que vem todos os dias preparar alimento para o marido preso injustamente. Acho que o Eduardo não está bem, e faço questão de não perder meu tempo com essas divergências”, emendou.
Nikolas esteve na Papuda na manhã deste sábado (21) para visitar Bolsonaro, a quem ele chamou de “amigo”. Os dois também discutiram sobre as eleições em Minas Gerais, onde o parlamentar teria recebido carta branca do ex-presidente para montar as chapas para a disputa pelo Congresso Nacional.
Segundo o parlamentar, o objetivo é promover uma união da direita para evitar uma vitória da candidatura petista ao Palácio Tiradentes. “A gente tem trabalhado para poder construir algo melhor, principalmente em Minas, tanto para o Senado quanto para o governo, porque a gente não quer correr o risco de entregar o estado para a esquerda”, disse.