Nikolas passa a usar colete à prova de balas em caminhada pró-Bolsonaro

A assessoria do parlamentar afirmou que o uso preventivo do colete passou a ser necessário após o deputado receber ameaças

Nikolas Ferreira, deputado federal pelo PL, eleito por Minas Gerais.

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) começou a usar um colete à prova de balas nos últimos dias da caminhada promovida por ele em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e contra as ações do Supremo Tribunal Federal (STF).

A assessoria do parlamentar alega que o uso do colete, de forma preventiva, se deve a ameaças recentes feitas contra ele. A origem e a autoria das supostas ameaças não foram divulgadas.

Nikolas Ferreira saiu na segunda-feira (19) do município de Paracatu, no Noroeste de Minas Gerais, com destino a Brasília, na capital federal. O gesto simbólico do parlamentar, após ser amplamente divulgado nas redes sociais, ganhou a adesão de outros membros do Congresso, apoiadores de Bolsonaro e também de eleitores do deputado federal.

A expectativa é que a manifestação, que seguiu pela BR-040, seja encerrada no domingo (25), na Praça do Cruzeiro, em Brasília.

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A Polícia Rodoviária Federal (PRF) afirmou à Itatiaia que não foi comunicada sobre a manifestação com antecedência, o que impediu o “planejamento antecipado de medidas mitigadoras de risco para o trecho”. Em nota, a PRF informou que monitora o deslocamento em direção à capital federal.

Deputados federais da bancada do PT chegaram a protocolar um pedido formal para que a PRF tome providências contra a caminhada. Lindbergh Farias (PT-RJ) e Rogério Correia (PT-MG) afirmaram que, ao promover o movimento sem comunicar previamente as autoridades responsáveis, colocou um número alto de pessoas em risco.

Eles alegam que, como houve adesão espontânea através das redes sociais, o número de pessoas exposta ao “ampliou-se de forma imprevisível”, transformando-se em um evento “móvel de massa, sem qualquer controle institucional de crescimento, dispersão ou impacto”.

Os deputados ainda afirmam que, em diversos momentos, os participantes da caminhada, além de utilizarem o acostamento, também invadiram a pista de rolamento, ainda que de forma parcial, impactando diretamente o fluxo viário. “Tal circunstância cria risco direto e iminente de atropelamentos, colisões múltiplas e acidentes em cadeia, sobretudo em rodovia projetada para tráfego contínuo e veloz”.

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.
Repórter de política em Brasília, com foco na cobertura dos Três Poderes. É formado em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB) e atuou por três anos na CNN Brasil, onde integrou a equipe de cobertura política na capital federal. Foi finalista do Prêmio de Jornalismo da Confederação Nacional do Transporte (CNT) em 2023.

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