O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou que o pastor Silas Malafaia apresente explicações à Justiça após declarações ofensivas direcionadas ao comandante do Exército, general Tomás Paiva.
A medida ocorre após a Procuradoria Geral da República oferecer denúncia contra Malafaia pelos crimes de calúnia e injúria. Segundo a PGR, o pastor extrapolou os limites da crítica ao se referir à cúpula do Exército com termos como “frouxos”, “covardes” e “omissos” durante um discurso feito em uma manifestação realizada na capital paulista, em junho do ano passado.
O processo tramitava sob sigilo no STF. No dia 20 de dezembro, Moraes abriu prazo de 15 dias para que a defesa do pastor se manifeste. Concluída essa fase, caberá à Corte decidir se aceita ou não a denúncia apresentada pelo Ministério Público.
As declarações ocorreram durante um ato na Avenida Paulista, em São Paulo, organizado por Malafaia e que reuniu apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. A mobilização teve como slogan “Justiça Já” e buscava pressionar o Congresso Nacional a aprovar uma anistia aos condenados pelos ataques às sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023.
A proposta acabou sendo modificada no Legislativo e deu origem ao chamado
Segundo estimativa, cerca de 12 mil pessoas participaram do ato, que teve início por volta das duas da tarde, nas proximidades do Museu de Arte de São Paulo. Além de Bolsonaro, estiveram presentes os governadores Tarcísio de Freitas, de São Paulo, Cláudio Castro, do Rio de Janeiro, e Romeu Zema, de Minas Gerais.