Acusação contra Kalil: sem acordo, MP apresentará parecer sobre caso de nepotismo

O ex-prefeito faltou à audiência marcada para o último mês de dezembro. Kalil é acusado de ter empregado o irmão de sua então namorada em um cargo da PBH

Kalil é réu em processo que apura possível caso de nepotismo durante sua gestão na PBH

A audiência de instrução marcada entre o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT) e o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) terminou sem acordo em dezembro do ano passado. Com a nova ausência do antigo chefe do Executivo da capital, a sessão tratava de uma ação em que ele é acusado de nepotismo pela nomeação do irmão de sua então namorada para um cargo na Fundação Municipal de Parques e Zoobotânica.

Neste mês, encerrada a fase de produção de provas, o Ministério Público tem 30 dias para apresentar seu entendimento final sobre o tema. Após essa fase, os réus têm o mesmo prazo para apresentarem sua defesa.

A denúncia contra o ex-prefeito foi apresentada pelo Ministério Público, que aponta um ato de improbidade administrativa de Kalil ao nomear, em 2020, Marcelo Amarante Guimarães, irmão de Fernanda Amarante Guimarães - com quem Kalil já teve um relacionamento.

De acordo com o MP, a nomeação de Marcelo Amarante violaria a Lei de Improbidade Administrativa, uma vez que se trata de nomeação de parente de uma pessoa com vínculo afetivo prévio com a autoridade. O caso veio à tona durante uma CPI criada na Câmara Municipal de BH que apurou supostas irregularidades do ex-prefeito.

Na ação, o MPMG pede a condenação por improbidade administrativa de Kalil e do funcionário, multa de 24 vezes o valor da remuneração recebida pelo servidor e a proibição de contratar com o poder público por quatro anos aos réus.

“Como se vê, as provas testemunhais e documentais revelam, de modo cristalino, que Alexandre Kalil tinha pleno conhecimento de que M.A.G. era irmão de uma servidora ocupante de cargo comissionado, bem como que a indigitada servidora, F.A.G. foi ‘namorada’ do ex-prefeito”, mostra trecho da ação feita pelo MPMG.

A defesa de Kalil negou qualquer irregularidade e argumentou que não houve dolo. Antes da última ausência, Kalil faltou a três oportunidades anteriores.

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