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Lula alerta para impasse no acordo Mercosul/UE diante de resistência europeia

Presidente diz manter expectativa de assinatura do tratado, mas afirma que Brasil pode endurecer posição se negociações não avançarem

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Presidente Lula durante a última reunião ministerial em 2025
Presidente Lula durante a última reunião ministerial em 2025

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta quarta-feira (17) a tentativa da França e da Itália de impedirem a assinatura do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, anteriormente prevista para o próximo sábado (20), durante a cúpula do bloco sul-americano em Foz do Iguaçu (PR).

“É importante lembrar que essa reunião do Mercosul era pra ser no dia 2 de dezembro, eu mudei para o dia 20 de dezembro, porque a União Europeia pediu, porque ela só conseguiria aprovar o acordo no dia 19. E eu agora estou sabendo que eles não vão conseguir aprovar. Está difícil porque a Itália e a França não querem fazer por problemas políticos internos. E eu já avisei pra eles: se a gente não fizer agora, o Brasil não fará mais acordo enquanto eu for presidente", destacou o petista durante fala na última reunião ministerial do ano, em Brasília.

Negociado desde 1999, o tratado busca criar a maior área de comércio do mundo, com aproximadamente 718 milhões de consumidores e um Produto Interno Bruto (PIB) de cerca de US$ 22 trilhões.

Pelas normas aprovadas, os benefícios tarifários aos países da América do Sul podem ser suspensos caso a União Europeia entenda que eles prejudicam o agronegócio europeu. Os parlamentares também aprovaram a possibilidade de abertura de uma investigação caso as importações de um produto agrícola aumentem 5% em três anos.

Lula afirmou ainda manter a expectativa de que o tratado seja assinado no sábado, mas alertou para o encerramento das negociações caso não haja avanços.

“Faz 26 anos que a gente espera esse acordo. O acordo é mais favorável para eles do que para nós. Eu vou para Foz do Iguaçu na expectativa de que eles digam ‘sim’ e não digam ‘não’. Mas também, se disserem ‘não’, nós vamos ser duros, daqui para frente, com eles, porque nós cedemos a tudo o que era possível a diplomacia ceder”, concluiu.

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Repórter de política em Brasília. Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), chegou na capital federal em 2021. Antes, foi editor-assistente no Poder360 e jornalista freelancer com passagem pela Agência Pública, portal UOL e o site Congresso em Foco.

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