Horas depois de determinar a
Em tom descontraído, o ministro brincou sobre o fato de várias pessoas terem levado mais tempo do que o previsto para fazer seus discursos. Sem citar o ex-presidente, ele diz que ‘já fez o que tinha que fazer’.
“Oito discursos para vocês é um absurdo do absurdo. Vocês percebem que ninguém cumpriu os três minutos? Quase que eu tive que tomar algumas medidas. Mas eu me contive hoje, né? Acho que hoje eu já fiz o que eu tinha que fazer”, brincou Moraes.
A fala, que repercutiu nas redes sociais nesta sexta-feira (16), aconteceu durante a cerimônia de colação de grau da 194ª turma da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), da qual o ministro foi o paraninfo.
‘Soberba, deboche, tortura’, reclamam aliados de Bolsonaro
Vários aliados do ex-presidente Bolsonaro reclamaram da fala de Moraes nas redes sociais. “A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda”, escreveu o deputado Nikolas Ferreira (PL).
“Moraes prende, debocha, tortura e humilha Bolsonaro. Arrancou Bolsonaro do quarto na PF e jogou ele em uma prisão comum, em um presídio de segurança máxima. Depois brinca, de maneira sádica, de não haver comoção social. Sede de sadismo e crueldade”, afirmou o vereador Adrilles Jorge (União Brasil).
O senador Magno Malta (PL) também usou as redes para criticar o ministro do STF: “Alexandre de Moraes disse que “fez o que tinha que ser feito” depois de mandar Bolsonaro para a Papuda. Não fez. O senhor apenas satisfez o próprio ego e agradou a esquerda. Fazer o que tinha que ser feito era mandar Jair Bolsonaro para casa, com respeito à sua saúde. Deus é justo. A justiça dos homens falha, mas a d’Ele não”.