A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, participou nesta quinta-feira (15) do ato simbólico de transmissão de cargo no Ministério da Justiça, que marcou a saída de Ricardo Lewandowski e a
A cerimônia ocorreu de forma discreta, sem o tradicional ato de posse, a pedido do próprio ministro empossado. Durante o evento, Gleisi agradeceu a atuação de Lewandowski no governo Lula e destacou avanços da gestão, como a formulação da Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública e o projeto de lei antifacções, em tramitação no Congresso Nacional.
Ao assumir o comando do ministério, Wellington Cesar Lima e Silva retorna ao cargo que já ocupou brevemente durante o governo Dilma Rousseff. Procurador de Justiça de carreira, ele também foi secretário de Assuntos Jurídicos da Presidência da República entre 2023 e julho do ano passado, antes de assumir a advocacia-geral da Petrobras.
Na Bahia, Wellington Cesar foi indicado procurador-geral de Justiça pelo então governador Jaques Wagner, período em que teve forte atuação no combate ao crime organizado. O novo ministro é visto no Palácio do Planalto como um quadro técnico com experiência institucional e trânsito entre os Poderes.
Em discurso de despedida, Ricardo Lewandowski afirmou que a troca no comando da pasta representa continuidade, e não ruptura. Segundo ele, a escolha de Wellington Cesar reflete o perfil de um “servidor do Estado”, com trajetória marcada pelo ingresso por concurso público e pela atuação em cargos estratégicos da administração pública.
Lewandowski também destacou os desafios da área da segurança pública e defendeu que as ações do ministério sigam pautadas pelo respeito à Constituição e aos direitos e garantias fundamentais. O ex-ministro disse ainda que confia na capacidade do sucessor para dar sequência aos projetos estruturantes iniciados pela equipe atual, especialmente as propostas voltadas ao enfrentamento do crime organizado.