O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarca para o Rio de Janeiro nesta sexta-feira (16), onde se encontra com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e com o presidente do Conselho Europeu, António Costa.
Na pauta do encontro, que será realizado no Palácio do Itamaraty, está o acordo entre o Mercosul e a União Europeia, cuja assinatura está prevista para ocorrer neste sábado (17), no Paraguai, país que ocupa a presidência rotativa do bloco sul-americano.
Há mais de 25 anos em negociação, o tratado busca criar a maior área de livre comércio do mundo, com cerca de 718 milhões de consumidores e um Produto Interno Bruto (PIB) de aproximadamente US$ 22 trilhões.
O acordo prevê tarifas reduzidas ou zeradas para uma série de setores industriais e agrícolas, de acordo com as especificidades de cada mercado.
Em relação ao Mercosul, a oferta é de uma ampla liberalização tarifária de uma cesta de produtos. Cerca de 77% dos produtos agropecuários que a União Europeia compra de países do bloco sul-americano podem ter as tarifas zeradas.
Apenas uma parcela reduzida dos bens negociados entre os dois blocos estão sujeitos a alíquotas ou tratamentos não tarifários. Para o setor automotivo, por exemplo, estão em negociação condições especiais para veículos elétricos, movidos a hidrogênio e novas tecnologias em um período de 18, 25 e 30 anos.
Na quinta-feira (15), o vice-presidente e ministro da Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin (PSB), disse que o governo espera que o acordo