EUA pedem ao Brasil acesso a documentos sobre crime organizado, diz Haddad
Ministro afirma que a solicitação foi feita após telefonema entre Lula e Trump para ampliar a cooperação no enfrentamento ao crime organizado transnacional

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quarta-feira (3) que os Estados Unidos pediram ao governo brasileiro acesso a documentos relacionados a operações de combate ao crime organizado.
“Três enormes operações que agora assumiram caráter transnacional com o telefonema do presidente Lula para o presidente Trump ontem. Já recebi notícia da embaixada dos Estados Unidos querendo acesso aos documentos”, disse Haddad em entrevista coletiva.
Segundo o ministro, o pedido ocorreu após a conversa telefônica entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump, realizada na terça-feira (2).
Haddad informou ainda que os materiais estão sendo traduzidos para o inglês pela Receita Federal antes de serem enviados às autoridades americanas.
Ele também destacou que os desdobramentos das operações contra facções criminosas têm avançado rapidamente.
Ligação entre Lula e Trump
Lula conversou por telefone com Trump por cerca de 40 minutos. O governo brasileiro classificou o diálogo como produtivo, com pautas econômicas, comerciais e de segurança internacional.
O presidente avaliou como positiva a decisão recente dos EUA de retirar a tarifa extra de 40% aplicada a produtos brasileiros como carne, café e frutas, mas ressaltou que ainda há barreiras.
Outro ponto central da conversa foi o combate ao crime organizado internacional. Lula relatou a Trump as ações conduzidas pelo governo federal para asfixiar financeiramente facções criminosas e apontou ramificações no exterior.
Repórter de política em Brasília, com foco na cobertura dos Três Poderes. É formado em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB) e atuou por três anos na CNN Brasil, onde integrou a equipe de cobertura política na capital federal. Foi finalista do Prêmio de Jornalismo da Confederação Nacional do Transporte (CNT) em 2023.



