O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pediu oficialmente ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), autorização para exercer seu mandato diretamente dos Estados Unidos. Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL),
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Eduardo viajou em 27 de fevereiro e, em março, pediu licença de quatro meses para tratar de assuntos pessoais. O prazo se encerrou em julho e, desde então, ele acumula faltas não justificadas. Em agosto, após o recesso parlamentar, voltou a faltar às sessões.
No ofício enviado a Motta, divulgado por Eduardo nas redes sociais, o deputado argumenta que o Brasil vive um “regime de exceção” e que a Câmara já criou precedentes para o trabalho remoto durante a pandemia. Ele também afirma que sua permanência nos EUA é “forçada” diante da possibilidade de ter o passaporte apreendido e diz que não renunciará ao mandato.
O documento defende que a Casa crie mecanismos para garantir suas prerrogativas e cita como exemplo sua atuação em encontros com autoridades estrangeiras. Segundo ele, trata-se de “diplomacia parlamentar”. Eduardo também afirma que o risco de perseguição política hoje é “incomparavelmente maior” do que o de adoecer na pandemia, ao justificar o trabalho remoto adotado durante o período que marcou os anos de 2020 e 2021.
Atuação nos EUA
Nos Estados Unidos, o deputado tem se reunido com representantes do governo americano e é apontado como um dos articuladores da decisão de Donald Trump de sobretaxar produtos brasileiros.
A ofensiva contra Eduardo ocorre em meio ao inquérito do STF que apura a tentativa de golpe de Estado para impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O relatório da PF concluiu que Jair e Eduardo, com apoio do jornalista Paulo Figueiredo e do pastor Silas Malafaia, atuaram para pressionar autoridades brasileiras.