Internado desde o último dia 24,
Bolsonaro passou por quatro intervenções cirúrgicas durante o período de oito dias em que ficou hospitalizado. A primeira, que aconteceu no dia do Natal, foi uma cirurgia para retirada de uma hérnia inguinal, enquanto as demais foram tentativas de bloquear o nervo frênico, que fica na região do diafragma, com objetivo de frear as crises de soluço que acometem o ex-presidente.
Segundo a equipe médica que acompanha o ex-presidente, em coletiva de imprensa nessa quarta-feira (31), as intervenções para dar fim aos soluços não foram bem sucedidas, e Bolsonaro continua sofrendo com crises. Contudo, serão tentadas alternativas medicamentosas e não medicamentosas para conter o problema.
De acordo com os médicos, Bolsonaro não teve novos picos de pressão após os procedimentos pelos quais passou nos últimos dias, está estável, sem arritmias e com a respiração melhor.
A endoscopia à qual o ex-presidente foi submetido nesta quarta-feira revelou um quadro de gastrite e uma esofagite erosiva, que, segundo o cardiologista Brasil Caiado, que acompanha Bolsonaro, é uma das suspeitas das crises de soluço que o acometem.
“Nossa avaliação de hoje, finalizando a proposta inicial que era a cirurgia (de hérnia inguinal) e o bloqueio do nervo (frênico), estamos concluindo tudo o que a gente propôs. Fizemos vários ajustes, fizemos exames para avaliar o estado geral, olhamos o paciente como um todo, e nossa proposta será concluída amanhã”, detalhou.