Belo Horizonte e Nova Lima estão entre as seis cidades do Brasil escolhidas para se tornarem laboratórios práticos de ações para prevenção de riscos de desastres e desenvolvimento urbano sustentável. Os dois municípios passaram para a segunda fase do projeto, quando as ações serão colocadas em prática após a etapa de apresentação dos planos.
O projeto Desenvolvimento Urbano Integrado com enfoque na Redução de Riscos de Desastres Geo-hidrológicos é coordenado pelo
Ministério das Cidades em parceria com a Fundação Fiocruz. A iniciativa foi inaugurada em maio de 2025, quando 21 municípios se candidataram para integrar o plano. Destes, 12 foram selecionados para apresentar propostas que serviram de base para a elaboração de um manual que será aplicado em um grupo remanescente de seis cidades do qual fazem parte BH e Nova Lima.
A capital mineira, por meio da
Coordenadoria Especial de Mudanças Climáticas, participará do projeto a partir do conceito de “cidade esponja”. A ideia é utilizar estratégias como a instalação de jardins de chuva, pátios naturalizados em escolas e até a transformação de campos de futebol públicos em bacias de detenção de águas pluviais, integrando isso a uma política de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA).
Nova Lima, por sua vez, participa do projeto a partir da mitigação de riscos geo-hidrológicos com barragens na região dos distritos de
Honório Bicalho e Santa Rita. As ações serão coordenadas pela Secretaria Municipal de Proteção e Defesa Civil e Secretaria Municipal de Habitação e inclui medidas como a requalificação de moradias em áreas vulneráveis, tratando o planejamento urbano como ferramenta preventiva de longo prazo frente a eventos climáticos extremos.
Além de BH e Nova Lima, o projeto inclui as cidades de Nova Friburgo (RJ); Paraíba do Sul (RJ); Petrópolis (RJ) e Simões Filho (BA). As ações começam em março e uma oficina presencial voltada ao ajuste do manual à realidade de cada território será realizada em maio.