Após ação da PF, Receita diz que investiga acessos a dados de ministros do STF

Órgão afirma que sistemas são rastreáveis e que já houve demissões por irregularidades

Sede da Superintendência da Receita Federal

A Receita Federal se manifestou sobre a operação da Polícia Federal realizada na manhã desta terça-feira (17) que apura possíveis vazamentos de dados fiscais envolvendo autoridades.

Em nota, o órgão informou que além das ações tomadas pela corporação, já há uma auditoria interna em andamento na instituição, aberta em 12 de janeiro a pedido do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo o Fisco, o objetivo é identificar desvios no acesso a dados de ministros do Supremo, seus familiares e outras pessoas nos últimos 3 anos.

“O trabalho foi incluído em procedimento que já havia sido aberto no dia anterior pela Corregedoria da Receita Federal com base em notícias veiculadas pela imprensa. A auditoria, que envolve dezenas de sistemas e contribuintes, está em andamento, sendo que desvios já detectados foram preliminarmente informados ao relator no STF”, afirma o comunicado.

A Receita Federal destaca ainda que seus sistemas “são totalmente rastreáveis, de modo que qualquer desvio é detectável, auditável e punível, inclusive na esfera criminal”.

“Desde 2023, foram ampliados os controles de acessos a dados, com forte restrição aos perfis de acesso e ampliação de alertas. Foram concluídos 7 processos disciplinares no período, com 3 demissões e sanções nos demais. O mesmo rigor orienta e orientará todo o processo”, finaliza o órgão.

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Repórter de política em Brasília. Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), chegou na capital federal em 2021. Antes, foi editor-assistente no Poder360 e jornalista freelancer com passagem pela Agência Pública, portal UOL e o site Congresso em Foco.

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