Flávio Bolsonaro diz que vai protocolar ação no TSE contra ‘crimes do PT’ na Sapucaí

Lula recebeu homenagem da Acadêmicos de Niterói e teve nome cantado na Sapucaí no domingo (15)

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ)

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, disse que pretende protocolar uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra os “crimes do PT na Sapucaí".

A declaração ocorreu após a homenagem feita pela escola Acadêmicos de Niterói ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em desfile na noite do domingo (15), no Rio.

“Nossa ação contra os crimes do PT na Sapucaí, com dinheiro público, será protocolada rapidamente no TSE! Além dos ataques pessoais a Bolsonaro, eles atacaram o maior projeto de Deus na Terra: a FAMÍLIA!”, escreveu Flávio nas redes sociais.

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Oposição reage

Outros integrantes da oposição ao presidente Lula reagiram ao desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói que homenageou a trajetória do petista.

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que se o enredo tivesse sido realizado em 2022, durante a gestão de Jair Bolsonaro (PL), o desfecho seria outro.

“Bolsonaro estaria preso, busca e apreensão no PL, apreensão no barracão da escola, apreensão dos carros alegóricos e inelegibilidade vitalícia”, escreveu o parlamentar mineiro em seu perfil no X.

Já o governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), criticou, em um vídeo, a ala intitulada “Neoconservadores em conserva”, que satirizou esse espectro político com fantasias de latas de conserva com o desenho de uma família formada por pai, mãe e duas crianças.

A escola escolheu 4 representantes dos grupos que, segundo a agremiação, “levantam a bandeira do neoconservadorismo”: o agronegócio, uma mulher de classe alta, defensores da ditadura militar e evangélicos.

Zema afirmou que irá à Justiça contra o que considera um “preconceito religioso”.

“Agora eu vejo uma ala desse desfile do Lula colocando evangélico dentro de lata, como se fosse caricatura. Isso não é arte, isso é sim desrespeito. Você pode discordar de alguém, pode debater política, mas ridicularizar a fé de milhões de brasileiros é preconceito religioso. E preconceito religioso é crime”, declarou o chefe do Executivo mineiro.

Já a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) compartilhou um vídeo de um dos carros da escola que trazia a representação do palhaço Bozo preso e com tornozeleira eletrônica, em referência a Bolsonaro.

“Só para registrar um fato histórico: quem foi preso por corrupção foi Luiz Inácio Lula da Silva. Isso é registro judicial, não opinião”, escreveu.

Para o presidente do partido Novo, Eduardo Ribeiro, o desfile em homenagem a Lula configura propaganda eleitoral antecipada, como a sigla apontou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em uma ação. Ele afirmou que entrará com um pedido de inelegibilidade do petista quando ele registrar sua candidatura à reeleição.

Jornalista com trajetória na cobertura dos Três Poderes. Formada pelo Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb), atuou como editora de política nos jornais O Tempo e Poder360. Atualmente, é coordenadora de conteúdo na Itatiaia na capital federal.

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