Haddad enaltece união entre os poderes após agência elevar perspectiva de nota de crédito do Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se manifestou nesta quarta-feira (1) sobre a decisão da agência de classificação de riscos Moody’s que mudou para positiva a perspectiva do rating do Brasil

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quarta-feira (1) que o trabalho conjunto dos três poderes foi responsável pela elevação da perspectiva de nota de crédito do país. O discurso foi feito após a agência de classificação de riscos Moody’s mudar para positiva a perspectiva de nota de crédito do Brasil. “Isso tem a ver com o trabalho conjunto dos três poderes, que colocaram os interesses do país acima de divergências superáveis. Mesmo com a deterioração momentânea da economia global, o Brasil caminha e recupera credibilidade econômica, social e ambiental. Temos muito a fazer!”, afirmou Haddad, pelas redes sociais.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se manifestou pelas redes sociais sobre a elevação do rating do Brasil

Esta foi a primeira movimentação da agência desde 2018, quando o país saiu de perspectiva negativa para estável. O Ministério da Fazenda comemorou a decisão, e ressaltou, em um comunicado, que o Brasil está a um degrau de voltar a possuir grau de investimento. “ Essa decisão é a primeira movimentação da Moody’s desde 2018, quando houve a mudança de perspectiva de negativa para estável, e reforça a melhoria na trajetória da nota de crédito verificada desde 2023, com a elevação do rating tanto pela S&P quanto pela Fitch. Ocorrendo a efetivação da mudança da nota de crédito, o Brasil estará a um degrau de voltar a possuir grau de investimento, um marco significativo para os indicadores de estabilidade econômica do país”, destacou o Ministério da Fazenda.

Em 2008, o Brasil tinha sido elevado à categoria de grau de investimento. A primeira agência a incluir o país nesse patamar foi a S&P, em abril daquele ano. A decisão foi seguida pela Fitch, em maio do mesmo ano, e pela Moody’s, em setembro de 2009.

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O Brasil foi perdendo o grau de investimento nas principais agências de classificação de riscos a partir de 2015. A agência Standard & Poor’s retirou o grau de investimento do país em setembro de 2015, já a agência Fitch retirou reduziu a nota do Brasil para um nível abaixo da categoria de bom pagador em dezembro daquele ano. A Moody’s retirou o grau de investimento do Brasil em fevereiro de 2016.


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Repórter da Itatiaia desde 2018. Foi correspondente no Rio de Janeiro por dois anos, e está em Brasília, na cobertura dos Três Poderes, desde setembro de 2020. É formado em Jornalismo pela FACHA (Faculdades Integradas Hélio Alonso), com pós-graduação em Comunicação Eleitoral e Marketing Político.

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