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Depois de reunião na Fazenda, Zema se reúne com Pacheco para discutir dívida de Minas Gerais

Encontro ocorreu após o ministro Fernando Haddad, da Fazenda, fazer uma contraproposta aos estados endividados

O presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), reuniu-se, nesta terça-feira (26), com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), reuniu-se, nesta terça-feira (26), com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, para tratarem da rediscussão da dívida que ultrapassa R$ 160 bilhões do estado com a União. Encontro ocorreu na residência oficial do Senado.

“O endividamento das unidades da Federação é o maior problema federativo que o Brasil enfrenta. Por isso, é muito importante que busquemos um acordo que seja bom para a União e estados. E isso passa pela rediscussão do indexador da dívida e por um programa de incentivo ao pagamento, sem sacrifício de servidores públicos e sem venda indiscriminada de ativos dos estados”, afirmou Pacheco.

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Mais cedo, em reunião na Fazenda, Zema classificou como positiva a proposta do governo federal para que estados com dívidas com a União possam renegociar seus débitos. A equipe econômica apresentou um programa chamado “Juros por Educação” em que, na prática, prevê o abatimento de parte dos juros dessas dívidas através de investimentos diretos em educação. A proposta ainda vai passar pela análise do Congresso Nacional, onde pode sofrer alterações.

“Vejo como muito positiva a iniciativa para que nós venhamos a construir uma nova forma de gerir as dívidas dos estados superendividados”, disse o governador mineiro.

A medida atende a demanda de estados que estão no vermelho com a União como Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Juntos, esses quatro estados correspondem por 90% do total do estoque da dívida que os entes federativos têm com o governo federal (R$ 660 bilhões em dívidas).

A solução foi apresentada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, aos governadores dos estados do Sul e Sudeste do país, representados pelo Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Consud).

Os principais pontos da proposta:

  • Redução temporária (de 2025 a 2030) nas taxas de juros aplicadas aos contratos de refinanciamento de dívida celebradas entre a União e os Estados.
  • Como contrapartida, os entes se comprometem com criação e ampliação de matrículas em educação profissional técnica articulada ao ensino médio em tempo integral.
  • Ensino médio em tempo integral em percentual do montante equivalente ao serviço da dívida economizada com essa minoração da taxa de juros.
  • Em caso de cumprimento das metas do programa a redução da taxa de jurotorna-se permanente.

Os Estados que aderirem ao pacto terão uma redução temporária das taxas de juros aplicadas aos contratos de refinanciamento de dívidas a partir de 2025. A meta, segundo o governo, é que essa medida consiga ajudar mais de 3 milhões de alunos matriculados no Ensino Médio Técnico (EMT) até o final do programa, previsto para 2030. Os Estados que atingirem as suas metas de expansão de matrículas em EMT em até seis anos terão redução permanente na taxa de juros.

O programa também será aberto para os Estados que não possuem dívida com a União, ou que não estejam tão endividados, dando acesso prioritário a linhas de financiamentos e outras ações de apoio à expansão do Ensino Médio Técnico.

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Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio
Jornalista com trajetória na cobertura dos Três Poderes. Formada pelo Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb), atuou como editora de política nos jornais O Tempo e Poder360. Atualmente, é coordenadora de conteúdo na Itatiaia na capital federal.