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Governo Zema quer mudar modelo de gestão do Hospital Alberto Cavalcanti; entenda

Equipe do governo estadual quer, em um segundo momento, replicar modelo de Serviço Social Autônomo em todo complexo hospitalar da Fhemig

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), enviou, nesta terça-feira (12) à Assembleia Legislativa, projeto de lei para mudar o modelo de gestão do Hospital Alberto Cavalcanti, em Belo Horizonte.

A ideia é implantar, na unidade, o Serviço Social Autônomo (SSA). Se a proposta for aprovada pelos deputados estaduais, Zema terá a prerrogativa de indicar o presidente e o vice-presidente do SSA.

Segundo apurou a Itatiaia, o governo espera que o Serviço Social Autônomo passe a funcionar no Alberto Cavalcanti ainda neste ano. A expectativa é replicar o modelo em outras casas de saúde da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), como o Hospital Eduardo de Menezes, o Hospital Infantil João Paulo II e a Maternidade Odete Valadares – todos em BH.

O SSA é um modelo de gestão paraestatal e sem fins lucrativos, ligado ao terceiro setor, mas com vínculo ao poder público.

Nos bastidores, interlocutores ligados ao governo dizem que a adoção do sistema vai descentralizar a gestão hospitalar, desburocratizar processos e permitir a captação de recursos vindos de outras fontes que não os cofres públicos estaduais.

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Há, ainda, a ideia de que, com o SSA, o governo do estado poderá redirecionar pessoal ao desenvolvimento de políticas públicas de saúde – em vez do foco na administração hospitalar.

Segundo o líder do governo Zema na Assembleia, o deputado João Magalhães (MDB), a proposta passará a constar na lista de prioridades do Palácio Tiradentes junto ao Legislativo.

“O objetivo principal é aumentar os acessos dos usuários do SUS a consultas, exames, tratamentos de quimioterapia, cirurgias e internações. E, com isso, reduzir filas de espera, oferecendo atendimentos com mais qualidade e rapidez”, disse, à reportagem.

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O Hospital Alberto Cavalcanti tem, como carro-chefe, o tratamento de pacientes com câncer. Projeções da equipe de Zema obtidas pela reportagem dão conta que, com a adoção do modelo de SSA, o número de consultas especializadas ao mês pode chegar a 6 mil, ante média mensal de 3,1 mil no ano passado

Há, ainda, expectativa por aumentar em 45% o número de internações, bem como crescer, em 30%, o número de cirurgias.

Em 2023, o Hospital Alberto Cavalcanti fez mais de 6,5 mil atendimentos de quimioterapia. Nas contas governistas, se houver mudança no modelo de gestão, esse número pode ultrapassar 8,6 mil atendimentos anuais.

Tramitação

Embora afirme não ser possível precisar, neste momento, a data esperada pelo governo para a aprovação do texto, Magalhães confia no aval dos deputados à mudança no modelo de gestão.

“Todo projeto tem resistência, mas vamos trabalhar para dar celeridade, uma vez que o projeto é importante para a saúde do estado e para acelerar os atendimentos”, apontou.

Para começar a ser formalmente analisado pelos deputados, o projeto de lei ainda precisa ser lido em plenário. Depois, será encaminhado à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para análise inicial.

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Graduado em Jornalismo, é repórter de Política na Itatiaia. Antes, foi repórter especial do Estado de Minas e participante do podcast de Política do Portal Uai. Tem passagem, também, pelo Superesportes.
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