O Senador Carlos Viana (Podemos-MG) deve definir no início da semana que vem se muda ou não de partido. A condição do senador para filiação é que sigla garanta que ele irá disputar a Prefeitura de Belo Horizonte. Viana trabalha com a possibilidade continuar no Podemos, mas conversa com outras legendas como o Republicanos, comandado em Minas pelo deputado federal Euclydes Pettersen, e o União Brasil, presidido pelo deputado Marcelo de Freitas.
Com a filiação do presidente da Câmara dos Vereadores, Gabriel Azevedo, ao MDB, o caminho fica mais aberto para Viana no Republicanos, já que Azevedo também negociava com o partido. No União Brasil, há uma questão relacionada á presidência do partido em Minas, já que Marcelo de Freitas era aliado do presidente nacional da legenda, Luciano Bivar, que perdeu as eleições para Antônio Rueda, com quem está brigado. Aliados de Bivar correm o risco de perder os comandos regionais do partido. Se isso ocorrer, os acordos feitos pelas eleições municipais até o momento podem ficar comprometidos.
Direita dividida
Mesmo com o deputado estadual Bruno Engler sendo o candidato do ex-presidente Jair Bolsonaro, quando colocado nas pesquisas internas, segundo os próprios adversários, o nome de Carlos Viana tem bom desempenho entre os eleitores entrevistados. A candidatura dele pode dividir votos da direita o que, inevitavelmente, vai acontecer na esquerda que já tem três pré-candidaturas apresentas: Fuad Noman (PSD), Rogério Correio (PT) e Ana Paula Siqueira (Rede).
Perfil
Tanto Fuad quanto Viana apostam que o eleitor belohorizontino seguirá o comportamento das últimas eleições escolhendo um postulante de meia idade e que não esteja, necessariamente, alinhando a nenhum dos extremos.
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