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Líder do governo critica convocação de secretários para apurar morte de escrivã da Polícia Civil

Gustavo Valadares (PMN) disse que a medida é “truculenta” e não respeitou o regimento da casa

Deputado Gustavo Valadares

O líder do Governo Zema na Assembleia, o deputado Gustavo Valadares (PMN), apresentou nesta quinta (14) em plenário uma questão de ordem. Ele questiona o requerimento da Comissão de Segurança Pública da Assembleia de convocação do Secretário de Governo, Igor Eto, da Secretária de Planejamento e Gestão, Luisa Barreto, e da delegada geral da Polícia Civil, Letícia Gamboge Reis.

Os três foram convocados para dar explicações sobre o contexto envolvendo a morte da escrivã da Polícia Civil, Rafael Drummond, que tirou a própria vida na última quinta-feira (9). A morte foi registrada como suicídio, mas familiares afirmam que ela sofria assédio na corporação.

Gustavo Valadares afirmou que o rito utilizado pelo deputado Sargento Rodrigues, responsável pela convocação, não é adequado e não respeitou o regimento interno da Assembleia.

“O rito utilizado pelo deputado Sargento Rodrigues, a quem eu respeito, não foi o rito adequado, respeitando o nosso regimento interno. Eu tenho falado sempre aqui, na ALMG, que o instrumento da convocação é algo tão truculento, ela deve ser tomada como a última atitude. Nós não estamos vivendo na Assembleia para que esse tipo de ferramenta seja utilizada”, afirmou Valadares.

Relembre o caso

A Comissão de Segurança Pública da Assembleia aprovou na terça-feira (13) um requerimento de convocação de secretários do governador Romeu Zema (Novo) para explicarem o contexto envolvendo a morte da escrivã da Polícia Civil, Rafaela Drummond. A convocação é para o dia 1 de julho.

O Presidente da Comissão, deputado Sargento Rodrigues (PL), afirma que o sucateamento da polícia e a falta de efetivo colaboram para um ambiente hostil dentro da instituição.

Áudios e mensagens que circulam em grupos de policiais, a que a Itatiaia teve acesso, sugerem que a escrivã Rafaela Drumond estaria sofrendo assédio moral e sexual. Ela também estaria enfrentando humilhações e sendo pressionada por superiores dentro da Polícia Civil. As mensagens, vídeos e áudios foram feitos pela própria escrivã.

A escrivã Rafaela Drumond, de 31 anos, foi encontrada morta pelos pais na última sexta-feira (9), na casa da família em um distrito de Antônio Carlos, no Campo das Vertentes. O caso foi registrado pela Polícia Civil como suicídio.

O governador Romeu Zema (Novo) lamentou a morte da policial, afirmou que o caso será investigado e prometeu rigor nas apurações.

Repórter de política na Rádio Itatiaia. Começou no rádio comunitário aos 14 anos. Graduou-se em jornalismo pela PUC Minas. No rádio, teve passagens pela Alvorada FM, BandNews FM e CBN, no Grupo Globo. No Grupo Bandeirantes, ocupou vários cargos até chegar às funções de âncora e coordenador de redação na BandNews FM BH. Na televisão, participava diariamente da TV Band Minas e do BandNews TV. Vencedor de 8 prêmios de jornalismo. Já foi eleito pelo Portal dos Jornalistas um dos 50 profissionais mais premiados do Brasil.