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Bolsonaro: 'PF e Forças Armadas fazem busca incansável no Vale do Javari'

Presidente comentou desaparecimento de indigenista e jornalista durante discurso na Cúpula das Américas 

Presidente afirmou que Forças Armadas fazem grande esforço para encontrar desaparecidos

O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou em discurso na Cúpula das Américas, na tarde desta sexta-feira (10), que as Forças Armadas e a Polícia Federal estão fazendo buscas incansáveis para encontrar o jornalista britânico Dom Phillips e o indigenista Bruno Pereira. 

“Desde o último domingo, quando tivemos a informação que dois cidadãos, um britânico, Dom Phillips, e um brasileiro, Bruno Pereira, desapareceram na região do Vale do Javari, no mesmo momento nossas Forças Armadas e a Polícia Federal tem se destacado na busca incansável por essas pessoas. Pedimos a Deus que sejam encontradas com vida”, afirmou Bolsonaro. 

Bruno e Phillips foram vistos pela última vez em uma comunidade ribeirinha de São Rafael, no início da manhã do domingo (5). Eles foram de lancha para o município de Atalaia do Norte, quase na fronteira com o Peru. Desde então estão desaparecidos.  

Nos últimos dias, o governo brasileiro recebeu críticas de entidades internacionais por um suposta demora nas buscas pelos dois homens. A porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para Direitos Humanos (ACNUDH), Ravina Shamdasani, afirmou nesta sexta-feira (10) que o governo brasileiro demorou para iniciar as buscas no Vale do Javari, extremo oeste do Amazonas.

"Cumprimentamos que agora, após decisão judicial, as autoridades empregaram mais meios para procurar esses dois homens", afirmou Shamdasani em entrevista coletiva concedida em Genebra, na Suíça. "Mas inicialmente a resposta das autoridades foi lenta", disse. O anúncio do Alto Comissariado foi feito dias após a Justiça apontar omissão do governo federal em realizar efetivamente as buscas pelos desaparecidos.

Na quarta-feira, 8, a juíza federal Jaiza Maria Pinto Fraxe determinou que a União efetivasse imediatamente a viabilização de helicópteros, embarcações e equipes de busca, seja da Polícia Federal, Forças de Segurança ou Forças Armadas a fim de localizar os desaparecidos. Segundo a juíza, o governo falhou em seu dever de fiscalizar terras indígenas e proteger povos indígenas isolados e de recente contato.

Na quinta-feira (9), ao comentar pela primeira vez que sobre o caso, Bolsonaro avaliou que as chances de eles serem encontrados vivos diminuem a cada dia e que eles se arriscaram ao viajar para aquela região. 

"A última informação que tive... não tenho notícia do paradeiro deles. A gente pede a Deus que sejam encontrados vivos, mas sabemos que a cada dia que passa essas chances diminuem. Desde o primeiro dia, quando foi dado o sinal de alerta, a Marinha entrou em campo e no dia seguinte as Forças Armadas, a Polícia Federal... Tem quase 300 pessoas nessa procura. Dois aviões e helicópteros, barcos, agora é uma área fora da Funai, tem protocolo a ser seguido. Naquela região, geralmente você anda escoltado, foram para uma aventura, a gente lamenta pelo pior", disse o presidente, logo que chegou nos EUA.


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