Tarifaço: Padilha diz que Brasil não estuda quebrar patente de medicamentos americanos para retaliar Trump

Ministro da Saúde afirmou que o governo não fará ‘chantagem’ e destacou que o país pode usar a Lei da Reciprocidade Econômica

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), negou nesta sexta-feira (11) que o governo brasileiro esteja avaliando a possibilidade de quebrar a patente de medicamentos americanos em retaliação às tarifas de 50% sobre os produtos brasileiros anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A “quebra de patente” é um processo legal de suspensão temporária da exclusividade de uma empresa sobre a produção e venda de um produto protegido por patente. Usada geralmente em emergências de saúde pública, a medida faz com que outros fabricantes consigam produzir versões genéricas ou similares do produto, o que pode aumentar a oferta e reduzir custos.

“Eu, enquanto ministro da Saúde, não vou ter a mesma prática do Trump de fazer bravata. Não existe nenhum estudo do Ministério da Saúde sobre quebra de patentes. O Brasil é um país que respeita patentes e respeita a propriedade intelectual”, disse o petista em entrevista à Itatiaia, ao chegar em Minas Gerais, onde cumpre agendas da pasta.

Padilha afirmou que o governo não fará “chantagem” e destacou que o país pode usar a recém criada Lei da Reciprocidade Econômica, que permite à administração federal adotar contramedidas às restrições impostas aos produtos brasileiros.

Segundo o ministro, outra medida adotada será o aumento da produção nacional de medicamentos para reduzir a dependência de medicamentos importados.

“A nossa linha não é fazer bravata, fazer ameaça, a nossa linha é seguir firme para que o Brasil seja cada vez menos dependente de qualquer país, o Brasil tenha cada vez mais diversidade nas cooperações, inclusive de produção”, pontuou.

Repórter de política em Brasília. Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), chegou na capital federal em 2021. Antes, foi editor-assistente no Poder360 e jornalista freelancer com passagem pela Agência Pública, portal UOL e o site Congresso em Foco.
Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast “Abrindo o Jogo”, que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

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