Silvinei Vasques chega a Brasília em avião da PF

Ex-PRF foi entregue às autoridades brasileiras na fronteira após tentativa de fuga

Silvinei Vasques chega a Brasília após tentativa de fuga

O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques chegou neste sábado (27) a Brasília. Do aeroporto, ele seguiu para sede da Polícia Federal (PF).

A chegada ocorre após Silvinei ser transferido de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. Vasques tentava fugir após ser condenado por tentativa de golpe.

Vasques saiu de Foz do Iguaçu às 9h20 e decolou às 10h20 em uma aeronave da PF. A chegada ocorreu por volta das 13h11.

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Conhecido como “Papudinha”, o 19º Batalhão de Polícia Militar, que abriga presos que necessitam de maior segurança, como policiais condenados, deve receber o ex-diretor da PRF ainda neste sábado, no Complexo Penitenciário da Papuda.

O caso

Silvinei foi preso no Paraguai e entregue às autoridades brasileiras, ficando inicialmente sob custódia em Foz do Iguaçu, no Paraná. A transferência ocorreu após a determinação do STF para que ele siga cumprindo a prisão no âmbito das investigações que tramitam na Corte.

A prisão de Silvinei levou o Supremo a reforçar medidas de controle sobre outros condenados, após o ex-diretor ter deixado o país mesmo estando submetido a medidas cautelares. O episódio resultou em uma operação da Polícia Federal, que cumpriu mandados de prisão domiciliar e impôs restrições adicionais em diferentes estados.

Paralelamente à transferência, a defesa de Silvinei apresentou pedido ao ministro Alexandre de Moraes para que a prisão cautelar seja cumprida em Santa Catarina, e não em Brasília.

Os advogados argumentam que o ex-diretor mantém vínculos familiares, sociais e profissionais no estado, o que, segundo a defesa, contribuiria para a preservação de sua integridade física e psicológica, além de facilitar o trabalho jurídico.

De forma subsidiária, caso o ministro entenda pela necessidade de custódia em Brasília, a defesa solicitou que Silvinei seja recolhido à unidade conhecida como “Papudinha”, destinada a presos que demandam maior segurança, com o objetivo de reduzir riscos à integridade do réu.

Os advogados afirmam que não questionam a legalidade da prisão nem alegam risco de fuga, limitando o pedido exclusivamente às condições e ao local de custódia. O STF ainda não se manifestou sobre o requerimento.

Jornalista com trajetória na cobertura dos Três Poderes. Formada pelo Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb), atuou como editora de política nos jornais O Tempo e Poder360. Atualmente, é coordenadora de conteúdo na Itatiaia na capital federal.
Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.

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