O senador
Em entrevista exclusiva à Itatiaia durante a caminhada liderada pelo
Segundo o senador, Messias não representa um nome técnico ou independente para a Corte, mas sim um militante político alinhado ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Bittar afirmou que a chance de apoiar a indicação é “zero”.
“Se ele quiser falar comigo, não adianta. A chance de eu votar nele é zero”, disse.
Na avaliação do senador, a eventual chegada de Messias ao STF reforçaria o que ele classificou como um processo de partidarização do Supremo.
Bittar afirmou que o indicado atuaria como “soldado” político e “menino de recados” do governo, especialmente em episódios ligados à proteção institucional do presidente Lula.
“Ele é mais um militante, um soldado partidário. Não é uma indicação técnica”, afirmou.
Bittar também criticou o que chamou de alinhamento ideológico do
O senador ressaltou que Messias não o procurou para tratar da indicação, mas deixou claro que, caso isso ocorra, a resposta será negativa. Bittar afirmou já ter tornado pública sua posição contrária e disse que não vê possibilidade de mudança de voto.
Ao analisar o cenário no Senado, o parlamentar avaliou que o ano eleitoral pode dificultar a aprovação da indicação. Segundo ele, grande parte dos senadores estará em campanha pela reeleição e, por isso, mais sensível à opinião pública.
“Em ano eleitoral, os senadores ficam mais acessíveis ao que pensa a sociedade”, afirmou.
Suspensão das férias
Bittar afirmou ter cancelado as férias e interrompido o recesso parlamentar para participar da caminhada liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira.
Segundo Bittar, a decisão de estar presente no movimento é política e deliberada, diante do que ele classifica como um momento excepcional da vida institucional do país.
Para o senador, a mobilização passa por cima de agendas pessoais e exige posicionamento público de parlamentares alinhados ao campo conservador.
Ao justificar a presença, Bittar destacou que o ato representa uma reação ao que considera excessos e desequilíbrios institucionais.
A caminhada, liderada por Nikolas Ferreira, tem reunido deputados, senadores e lideranças políticas que defendem pautas ligadas à direita e ao ex-presidente Jair Bolsonaro.