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Julgamento no STF: defesa diz que Cid 'não pode ser cobrado por escorregadas' em delação

Declarações foram uma resposta ao pedido de condenação da PGR; defesa diz que ex-ajudante de ordens de Bolsonaro sofreu pressão durante delação premiada

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Jair Alves Pereira, advogado de defesa de Mauro Cid, no STF
Jair Alves Pereira, advogado de defesa de Mauro Cid, no STF • Luiz Silveira/STF

No primeiro dia do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), o advogado de Mauro Cid, Jair Alves Ferreira, rebateu as alegações sobre eventuais contradições em sua delação premiada.

“Eu não posso exigir dele, pelo abalo psicológico, por tudo que ele sofreu, a pressão, sendo procurado para mudar de advogado de tese. É uma coisa que a natureza do ser humano autoriza que ele dê uma escorregada, jamais sem comprometer o acordo”, afirmou o advogado de Cid.

Ferreira reforçou ainda que Mauro Cid “falou tudo o que sabia” e que não tentou omitir informações relevantes sobre a suposta trama golpista.

“Não acho que ele tenha resistido, ele falou tudo o que sabia. Entre falar tudo o que sabe e praticar tudo o que viu tem uma diferença muito grande. Eu não posso imaginar que o Cid tenha tentado dar um golpe de Estado quando ele já estava, em março, nomeado para assumir o Batalhão de Goiânia, com casa alugada e os filhos matriculados no colégio. A vida dele seguia”, disse.

Bolsonaro, Cid e os outros réus são acusados de cinco crimes, dentre eles tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e tentativa de golpe de Estado. As penas somadas podem chegar aos 40 anos de prisão.

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Graduado em jornalismo e pós graduado em Ciência Política. Foi produtor e chefe de redação na Alvorada FM, além de repórter, âncora e apresentador na Bandnews FM. Finalista dos prêmios de jornalismo CDL e Sebrae.

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Repórter de política em Brasília, com foco na cobertura dos Três Poderes. É formado em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB) e atuou por três anos na CNN Brasil, onde integrou a equipe de cobertura política na capital federal. Foi finalista do Prêmio de Jornalismo da Confederação Nacional do Transporte (CNT) em 2023.

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Jornalista pela UFMG, Lucas Negrisoli é editor de política. Tem experiência em coberturas de política, economia, tecnologia e trends. Tem passagens como repórter pelo jornal O Tempo e como editor pelo portal BHAZ. Foi agraciado com o prêmio CDL/BH em 2024.

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Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.