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Haddad descarta retaliação ao 'tarifaço' de Trump e prepara pacote de ajuda a setores afetados

Ideia do governo brasileiro, por ora, é seguir os caminhos diplomáticos para tentar reverter a decisão americana, utilizando canais como a OMC

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Ministro da Fazenda, Fernando Haddad • Jonathan Ferreira / Rádio Itatiaia

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta sexta-feira (1) que o governo brasileiro não pretende adotar medidas de retaliação contra os Estados Unidos após o aumento das tarifas sobre produtos nacionais. A declaração ocorre após o presidente Donald Trump assinar um decreto elevando para 50% a alíquota de importação de diversos itens brasileiros.

"Não houve desistência da decisão [de retaliar] porque essa decisão não foi tomada. Nós nunca usamos esse verbo para caracterizar as ações que a economia brasileira vai tomar. São ações de proteção da soberania, proteção da nossa indústria, do nosso agronegócio", afirmou Haddad.

"São medidas de reação a uma ação injustificável e proteção da economia e soberania brasileiras. Essa palavra [retaliação] não figurou no discurso do presidente e de nenhum ministro", completou o ministro.

Soluções estudadas

Segundo o ministro, as tarifas impostas por Trump têm caráter “deliberadamente político”. Diante do cenário, Haddad confirmou que o governo está finalizando um plano de apoio aos setores prejudicados.

"Estamos encaminhando ao Palácio do Planalto as primeiras medidas já formatadas. A partir da semana que vem, já vamos poder, de acordo com a decisão do presidente, tomar as primeiras medidas de proteção à indústria e agricultura nacionais", anunciou.

Entre as ações, estão previstas linhas de crédito e, possivelmente, um programa de proteção ao emprego inspirado no modelo adotado durante a pandemia da Covid-19.

"A nossa proposta que está sendo encaminhada não vai exigir [que a ajuda fique fora do limite de gastos e da meta fiscal]. [...] Entendemos que conseguimos operar dentro do marco fiscal, sem nenhum tipo de alteração", concluiu Haddad.

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Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio

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