A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), rebateu nesta quarta-feira (28) o que ela considera uma tentativa da oposição de vincular o escândalo do Banco Master ao governo petista.
Gleisi mencionou que o caso envolve também governadores da oposição, como
“A oposição tem que explicar os envolvimentos dos seus governos com essa questão. O governo do Distrito Federal, o governo do Rio de Janeiro, que estão envolvidos aí com os fundos de pensão do Banco Master”, declarou a chefe da articulação política do governo em café com jornalistas, em Brasília.
Para a ministra, a oposição tem mais a “explicar” sobre suas relações com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, que a gestão petista.
A oposição também tem que explicar porque Fabiano Zettel, que é cunhado do Vorcaro, foi o maior doador individual da campanha do [ex-presidente Jair] Bolsonaro e do Tarcisio [de Freitas, governador de São Paulo. Então me parece que tem muito mais explicações para a oposição dar do que o governo. Quem tem e tinha relação com o Banco Master eram eles”, criticou.
Gleisi minimizou ainda a notícia de que o ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski
“Quando o presidente Lula convidou o ministro Lewandowski, ele sabia que o ministro tinha contratos privados. E o ministro informou que ia cumprir a lei e desvencilhar-se de todos os contratos, o que ele fez. Não há problema, irregularidade nenhuma, crime nenhum ele ter contrato de consultoria”, defendeu.
A ministra ressaltou ainda que a investigação sobre o Master e a prisão de Vorcaro aconteceram durante a gestão de Lewandowski no Ministério da Justiça, órgão responsável pela Polícia Federal (PF).
“Então, essa situação que tentam ligar o governo, o ministro Lewandowski, é uma tentativa da oposição. O governo tem sido firme, decidido em fazer a investigação, seja a fiscalização do Banco Central, seja a investigação da Polícia Federal”, destacou.