Em BH, ministra de Lula diz que governo saiu de ‘deserto’ na área cultural

Sem citar o nome de Bolsonaro ou de ex-membros do governo, Margareth Menezes disse que o ministério passou por um resgate nos últimos três anos

O Ministério da Cultura foi rebaixado a Secretaria durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A ministra da Cultura, Margareth Menezes, disse, em Belo Horizonte, que o governo federal saiu de uma situação “desértica” na área cultural. Sem citar o nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ela afirmou que o ministério passou por um resgate nos últimos três anos, ou seja, desde que o presidente Lula (PT) voltou à presidência.

“Estamos em um reinício de políticas culturais no nosso país. Viemos de um deserto. Nesses três últimos anos já conseguimos resgatar a pasta e fazer toda essa comunicação com todo o território nacional”, declarou durante agenda em um evento promovido pela Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Minas Gerais (OAB-MG), na região da Pampulha, de combate ao feminicídio.

Logo que tomou posse, no dia 1º de janeiro de 2019, uma das primeiras medidas tomadas pelo então presidente Bolsonaro foi rebaixar o Ministério da Cultura, criado em 1985, ao status de secretaria de Estado.

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Desde antes de assumir o Palácio do Planalto, Bolsonaro já defendia uma reforma ministerial com a extinção definitiva do Ministério da Cultura. Em 2018, o então pré-candidato afirmou que, assim que se elegesse, criaria apenas uma secretaria para cuidar do assunto, já que a pasta, até então, funcionava apenas como um “centro de negociações da Lei Rouanet”.

A Cultura só voltou a ser ministério após a posse de Lula, em 1º de janeiro de 2023.

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.

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