Moraes autoriza que Bolsonaro receba tratamento no crânio

Terapia poderá ser realizada três vezes por semana dentro da unidade da papudinha, onde ex-presidente está preso

Moraes autoriza que Bolsonaro receba tratamento no crânio

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) possa receber um tratamento no crânio enquanto estiver preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, em Brasília.

O ministrou autorizou que Bolsonaro seja submetido a tratamento de estimulação elétrica craniana (CES). A decisão atende a pedido da defesa e permite que a terapia seja realizada três vezes por semana — às segundas, quartas e sextas-feiras, às 19h.

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Moraes também autorizou a entrada do médico Brasil Caiado na cela para a aplicação do procedimento, com o equipamento necessário, como os clipes auriculares bilaterais utilizados na técnica, desde que previamente vistoriados pela administração da unidade.

Segundo a defesa, o tratamento busca “a regulação funcional da atividade neurofisiológica central” e é aplicado enquanto o paciente permanece em repouso consciente, em sessões com duração entre 50 minutos e uma hora.

A terapia é indicada para auxiliar na melhora do sono e no controle da ansiedade, da depressão e das crises de soluço que Bolsonaro tem apresentado.

Em laudo médico divulgado no início de fevereiro, a Polícia Federal informou que exames apontaram alterações neurológicas no ex-presidente.

Bolsonaro está preso na Papudinha e cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão, após condenação imposta pela Primeira Turma do STF no processo que apurou a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Repórter de política em Brasília, com foco na cobertura dos Três Poderes. É formado em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB) e atuou por três anos na CNN Brasil, onde integrou a equipe de cobertura política na capital federal. Foi finalista do Prêmio de Jornalismo da Confederação Nacional do Transporte (CNT) em 2023.

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