Cotado para disputar o governo do Ceará nas eleições de 2026,
Ciro Gomes (PSDB) ainda não desistiu de fechar uma aliança com o Partido Liberal (PL) para enfrentar o atual governador,
Elmano de Freitas (PT), nas urnas. Até então, as negociações com a legenda estão travadas por divergências com a ex-primeira-dama
Michelle Bolsonaro (PL).
Em conversa com a imprensa durante um evento nesta sexta-feira (6), o ex-ministro reafirmou divergências com a
família Bolsonaro e relembrou a suspensão das tratativas com o PL, afirmando que o episódio foi uma “humilhação” feita por Michelle ao presidente estadual do partido no Ceará, o deputado federal
André Fernandes.
“
Todo mundo viu: a esposa do ex-presidente da República, do Bolsonaro, veio aqui [ao Ceará] e humilhou André Fernandes, que é o presidente do PL. Eu não tenho nada a ver com isso”.
— disse.
De acordo com ele, o PL teria pedido “um tempo” para “pacificar” a situação interna e a divisão envolvendo a ex-primeira-dama. “Quem sou eu para dizer ‘não’? Dou um tempo. Está guardada aqui uma vaga para que a aliança una toda a oposição para salvar o Ceará", declarou.
No ano passado, durante uma agenda em Fortaleza,
Michelle Bolsonaro criticou a aproximação de lideranças cearenses do PL com Ciro Gomes, afirmando que a movimentação, liderada por Fernandes, foi “precipitada”.
O deputado e presidente do partido rebateu, afirmando que o aval para a aproximação teria partido do próprio ex-presidente
Jair Bolsonaro (PL). Ao fim, porém, as negociações foram suspensas por tempo indeterminado.