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Pré-candidato ao Palácio do Planalto, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) classificou como “bom” o público presente na manifestação realizada na Avenida Paulista, em São Paulo. Em discurso, ele fez acenos a aliados e grupos eleitorais estratégicos e afirmou que os participantes demonstraram não ter “medo de perseguição”.
Levantamento do Monitor do Debate Político, com apoio de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da organização More in Common, estimou a presença de cerca de 20,4 mil pessoas no pico do ato na capital paulista, às 15h53, com margem de erro entre 18 mil e 22,9 mil. No Rio de Janeiro, a estimativa foi de 4,7 mil pessoas em Copacabana, podendo variar entre 4,1 mil e 5,3 mil no horário de maior concentração.
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As mobilizações ocorreram em mais de 20 cidades e reuniram parlamentares e pré-candidatos ligados à direita. Entre as principais pautas estavam críticas ao governo Lula e a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), além da defesa de anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e da derrubada de veto ao projeto que trata da dosimetria das penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.
Líder da oposição na Câmara, o deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB) afirmou que a Avenida Paulista estava “lotada” e defendeu a liberdade de Jair Bolsonaro. Já o deputado Luciano Zucco (PL-RS), vice-líder da oposição, declarou que o movimento “Acorda Brasil” representa o início de uma mobilização “crescente, pacífica e legítima”.
Pelo lado governista, as críticas foram duras. O líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), classificou os atos como um “fiasco” e afirmou que a mobilização ficou aquém do esperado. O líder do governo na Casa, José Guimarães (PT-CE), disse que as manifestações foram marcadas por uma “flopada histórica”.
Para o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), os primeiros atos após o lançamento da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro evidenciaram, segundo ele, um movimento em “queda livre”, com baixa mobilização da base bolsonarista.
* Com informações de CNN