Direita comemora atos pró-Bolsonaro; esquerda classifica mobilização como fracasso

Parlamentares divergem sobre adesão aos atos realizados em São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Brasília e outras capitais

Ato em São Paulo ocorreu na Avenida Paulista, nesse domingo (1°)

As manifestações organizadas por grupos de direita neste domingo (1º) foram comemoradas por lideranças da oposição e minimizadas por parlamentares da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Deputados alinhados ao governo avaliaram que os atos tiveram baixa adesão, enquanto representantes da direita destacaram as pautas defendidas e evitaram comentar números de público.

Pré-candidato ao Palácio do Planalto, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) classificou como “bom” o público presente na manifestação realizada na Avenida Paulista, em São Paulo. Em discurso, ele fez acenos a aliados e grupos eleitorais estratégicos e afirmou que os participantes demonstraram não ter “medo de perseguição”.

Levantamento do Monitor do Debate Político, com apoio de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da organização More in Common, estimou a presença de cerca de 20,4 mil pessoas no pico do ato na capital paulista, às 15h53, com margem de erro entre 18 mil e 22,9 mil. No Rio de Janeiro, a estimativa foi de 4,7 mil pessoas em Copacabana, podendo variar entre 4,1 mil e 5,3 mil no horário de maior concentração.

Leia também

As mobilizações ocorreram em mais de 20 cidades e reuniram parlamentares e pré-candidatos ligados à direita. Entre as principais pautas estavam críticas ao governo Lula e a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), além da defesa de anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e da derrubada de veto ao projeto que trata da dosimetria das penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

Líder da oposição na Câmara, o deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB) afirmou que a Avenida Paulista estava “lotada” e defendeu a liberdade de Jair Bolsonaro. Já o deputado Luciano Zucco (PL-RS), vice-líder da oposição, declarou que o movimento “Acorda Brasil” representa o início de uma mobilização “crescente, pacífica e legítima”.

Pelo lado governista, as críticas foram duras. O líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), classificou os atos como um “fiasco” e afirmou que a mobilização ficou aquém do esperado. O líder do governo na Casa, José Guimarães (PT-CE), disse que as manifestações foram marcadas por uma “flopada histórica”.

Para o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), os primeiros atos após o lançamento da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro evidenciaram, segundo ele, um movimento em “queda livre”, com baixa mobilização da base bolsonarista.

* Com informações de CNN

Leia também

A Rádio de Minas. Tudo sobre o futebol mineiro, política, economia e informações de todo o Estado. A Itatiaia dá notícia de tudo.

Ouvindo...