Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se reuniram na manhã deste domingo (1º) em frente ao Museu Nacional da República, em Brasília, em um ato com críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
A manifestação, convocada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), também foi realizada em outras capitais do país. Na capital federal, o ato reuniu algumas centenas de pessoas, no entanto o público ficou abaixo da expectativa dos organizadores, que esperavam uma maior mobilização.
Durante o ato, manifestantes pediram o impeachment dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, além de defenderem que o Congresso Nacional derrube o veto de Lula ao chamado “PL da dosimetria”, proposta que reduz as penas dos condenados pelos atos do dia 8 de janeiro.
O senador Eduardo Girão (Novo-CE) participou da manifestação e atribuiu a baixa adesão à convocação de última hora na capital federal.
“Importante é que a população brasileira não saiu das ruas e, mesmo com ameaças e intimidações do STF, a gente está vendo que o brasileiro não desiste nunca”, afirmou.
Mais cedo, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro publicou nas redes sociais uma carta escrita à mão por Bolsonaro. No texto, o ex-presidente pede o fim dos ataques direcionados à esposa e defende a união do campo da direita. Ele também lamenta críticas feitas por integrantes do próprio grupo político a aliados e à ex-primeira-dama.
Durante os discursos no trio elétrico, lideranças reforçaram o apelo por unidade entre os partidos e movimentos alinhados ao ex-presidente.
A manifestação foi acompanhada pelas forças de segurança do Distrito Federal e ocorreu de forma pacífica.