O senador Flávio Bolsonaro (PL) prometeu ao seu pai, o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL), preso por tentativa de golpe de estado desde 22 de novembro de 2025, que ele subirá a rampa do Planalto em janeiro de 2027, “junto com o povo brasileiro”, caso seja eleito. A declaração ocorreu durante discurso em manifestação realizada na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (1°).
Na ocasião, em trio elétrico ao lado de políticos como o deputado federal por Minas Gerais Nikolas Ferreira (PL) e o governador do Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), Flávio defendeu o projeto da dosimetria, que deve ser vetado pelo presidente Lula (PT). Ele fez críticas ao governante, ao Supremo Tribunal Federal (STF) e o ministro Fernando Haddad (PT), a quem chamou de ‘Taxad’.
“Censuraram nossas redes sociais, mandaram a Polícia Federal pra casa de pessoas inocentes, colocaram tornozeleiras eletrônicas em pessoas inocentes e trabalhadoras, prenderam pessoas que nunca cometeram crimes”, declarou Flávio no início do discurso, em referência aos atentados do dia 8 de janeiro de 2023. O senador utilizou colete à prova de balas durante a permanência no trio.
Flávio aproveitou a oportunidade para enaltecer a presença de representantes da direita brasileira que participaram da caminhada convocada por Nikolas, de Minas Gerais até Brasília. “Cada demônio que se sentiu incomodado com Deus caminhando em Minas Gerais em direção à Brasília. Nikolas, muito obrigado por existir”, disse.
O senador agradeceu também o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o prefeito paulistano, Ricardo Nunes (MDB) e Caiado, também presidenciável, com quem disse não disputar votos, em sinal de união da vertente.
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Em bloco de críticas ao governo atual, Flávio atacou o ministro Fernando Haddad, a quem chamou de “ministro ‘Taxad”. “Melhor ministro de economia do Paraguai. Levou mais de 200 indústrias para o Paraguai. O pior prefeito da história de São Paulo, que saudade do Paulo Guedes”, disse.
Sobre a redução de penas para os condenados pelos ataques em Brasília no 8 de janeiro de 2023, Flávio declarou ter uma missão. “Derrubar o veto covarde de Lula sobre o projeto de dosimetria, que não é o que a gente quer, mas esse primeiro passo vai ser dado em breve”, afirmou.
“Nosso alvo nunca foi o supremo, sempre dissemos, o supremo é fundamental para a democracia, mas estão usando o supremo para destruir a democracia e atacar Bolsonaro. O Brasil hoje conhece as entranhas de como acontece o jogo do poder em Brasília”, acrescentou Flávio, em referência aos desdobramentos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Ao fim, o senador convocou os manifestantes e destacou que “todos nós vamos carregar esse sobrenome e essas bandeiras até a vitória”. “Nós, o povo, vamos tirar essa corja de Brasília”, finalizou.
Manifestações convocadas por Nikolas Ferreira foram realizadas nacionalmente e, segundo ele, não têm objetivos eleitorais, mas defendem uma causa maior e “demonstrar a insatisfação do povo brasileiro com escândalos”, como os do INSS e do Banco Master.
(Sob supervisão de Rayllan Oliveira)