A sessão da CPMI do INSS desta segunda-feira (23), teve trocas de acusações entre parlamentares. O deputado federal Maurício Marcon (PL-RS) afirmou que um integrante da comissão teria atuado para descredibilizar o denunciante Eli Cohem, autor de denúncias sobre pelo menos três associações envolvidas em fraudes no INSS, o advogado é considerado peça importante nas apurações sobre supostas fraudes em benefícios previdenciários. Durante a fala, o deputado citou reportagens e mencionou uma suposta reunião no Lago Sul envolvendo o líder do governo na comissão, Paulo Pimenta.
“Acho que é importante que o país saiba que um membro dessa CPI atuou para fraudar um depoimento nessa casa. O líder do governo participou de uma reunião para descredibilizar Eli Cohen e este cidadão não pode mais participar da CPMI”, disse o parlamentar. Marcon não apresentou provas materiais durante a sessão.
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O deputado Paulo Pimenta respondeu às declarações e negou qualquer tentativa de interferência em depoimentos. Segundo ele, parlamentares são procurados frequentemente por pessoas que dizem ter informações sobre as investigações, mas apenas denúncias formalizadas com provas são consideradas.
“Isso é uma grande bobagem. Fui procurado por essa pessoa, como por várias outras, e sempre mantive o mesmo critério: tem provas, documentos ou depoimento formalizado? Se não tem, não me interessa”, disse o parlamentar.
Após o embate, o senador Rogério Marinho anunciou que pretende acionar o Supremo Tribunal Federal para que as acusações sejam apuradas e para que os documentos mencionados durante a sessão sejam analisados pela Corte.
“Vou entrar com uma representação junto ao Supremo Tribunal Federal para que essa situação seja apurada, porque é grave. Não podemos ter nomes enxovalhados sem esclarecimento”, disse o senador.
A CPMI do INSS investiga suspeitas de descontos indevidos em aposentadorias e pensões e possíveis irregularidades envolvendo entidades associativas. Até o momento, não há confirmação oficial das acusações apresentadas em plenário.