O relator da CPMI do INSS, deputado federal Alfredo Gaspar, afirmou nesta segunda-feira (23), que o habeas corpus concedido à depoente desta segunda-feira, a empresária Ingrid Santos, levanta preocupação entre os integrantes da comissão, principalmente pelo risco de limitar respostas consideradas essenciais para o andamento das investigações. Segundo ele, o direito constitucional precisa ser respeitado, mas não pode transformar a oitiva em um ato apenas formal.
Gaspar também cobrou explicações sobre os documentos sigilosos recolhidos pela Polícia Federal que, até o momento, ainda não foram disponibilizados para análise da CPMI. O material envolve investigações sobre o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro e é considerado estratégico para avançar nas apurações sobre possíveis fraudes em descontos aplicados a aposentados e pensionistas.
De acordo com o relator, a ausência dos dados prejudica o planejamento das oitivas e a definição das próximas quebras de sigilo. Ele afirmou que a comissão trabalha com informações fragmentadas enquanto aguarda o envio oficial do conteúdo.