CPMI tenta reverter no STF decisão que desobrigou Vorcaro a depor

Senador afirma que decisão de Mendonça atrasa investigações da CPMI do INSS

Carlos Viana, senador por Minas Gerais

O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou nesta segunda-feira (23) que vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão do ministro André Mendonça que desobrigou o empresário Daniel Vorcaro de prestar depoimento à comissão parlamentar.

O depoimento de Vorcaro estava previsto para esta segunda-feira, mas não ocorreu em razão de uma decisão do STF que tornou a presença do banqueiro facultativa, ou seja, opcional. Segundo o senador, a advocacia do Senado já entrou com pedido para que o ministro reveja a decisão e determine o comparecimento do banqueiro à CPMI como testemunha.

“Nós estamos recorrendo dessa decisão e solicitando que o ministro reveja essa posição para que o Vorcaro seja obrigado, como diz a Constituição e a lei, a comparecer à nossa CPMI”, declarou.

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Viana afirmou que há um entendimento diferente entre o Parlamento e o Supremo sobre a condição jurídica do empresário. De acordo com ele, enquanto o inquérito da Polícia Federal trata Vorcaro como investigado, a CPMI o convocou como testemunha.

“No nosso caso, ele é testemunha, porque o relatório ainda não está pronto para qualquer pedido de indiciamento”, disse.

Decisão do STF

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu na última quinta-feira (19) que Daniel Vorcaro, não seria obrigado a comparecer aos depoimentos agendados em duas comissões do Senado, a CPMI do INSS e a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

Para o ministro, a ida do banqueiro à audiência é facultativa. Vorcaro está na condição de investigado no processo que apura as fraudes no Master, e Mendonça é o relator do caso.

Na mesma decisão, o ministro negou pedido feito pela defesa de Vorcaro para que o banqueiro se desloque para Brasília, caso queira comparecer aos depoimentos, em um jatino particular. Os advogados alegaram questões de segurança para solicitar o translado aéreo.

Para o senador Carlos Viana, caso o Supremo não reverta a decisão, a CPMI poderá determinar a condução coercitiva do empresário.

“Não é porque ele é banqueiro que vai poder receber benefícios diferentemente de outras pessoas que se recusaram a vir”, declarou.

O presidente da CPMI afirmou também que pretende se reunir pessoalmente com o ministro André Mendonça para apresentar os argumentos da comissão. “Já pedi uma agenda. Quero levar a ele, pessoalmente, as nossas argumentações.”

Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio
Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.

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