Morte de soldado da PM em São Paulo passa a ser tratada como suspeita

Gisele Santana foi encontrada morta com um disparo de arma de fogo na cabeça; familiares desconfiam que ela pode ter sido vítima do ciúmes doentio do marido

Soldado Gisele Santana

A Polícia Civil de São Paulo passa a investigar a morte da soldado da Polícia Militar (PM), Gisele Santana, de 29 anos, como suspeita. Inicialmente, o caso havia sido registrado como “suicídio consumado”.

A militar foi encontrada morta na última quarta-feira (18), em um apartamento no Brás, na região central de São Paulo. Ela dividia o imóvel com o marido, que é tenente-coronel da PM.

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De acordo com o boletim de ocorrência, os policiais foram acionados após a informação de que a mulher teria efetuado um disparo de arma de fogo contra a própria cabeça. O tenente-coronel informou aos PMs que havia entrado no banheiro para tomar banho quando ouviu um tiro. Ao sair, disse ter visto a esposa já caída no chão, com a arma dele na mão e intenso sangramento.

A desconfiança da família

Os familiares da soldado Gisele Santana desconfiam da versão apresentada pelo marido. Eles relataram aos policiais e à imprensa um histórico de ameaças, ciúmes e violência psicológica por parte do tenente-coronel.

A família afirma que a soldado se isolou e mudou drasticamente o comportamento após o início do relacionamento com o tenente Geraldo Leite Neto.

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A tia da soldado, Maria de Lurdes Huber, contou à imprensa que a sobrinha vivia em um ambiente de proibições. “Ele proibia ela de usar salto, de usar roupa, de usar batom. Podia ir na academia só com ele. Ninguém podia olhar pra ela, ela tinha que andar de cabeça baixa”, destacou.

Poucos dias antes de ser encontrada morta, na última quarta-feira (18), a policial militar Gisele Santana teria pedido ajuda aos familiares. “Pai, vem me buscar porque eu não aguento mais”, escreveu ela em uma mensagem enviada à família.

Tenente-coronel diz que era vítima de ciúmes

Em versão diferente da apresentada pelos familiares da soldado, o tenente-coronel afirma que a esposa era ciumenta e disse à polícia que pretendia se divorciar por causa do comportamento da militar.

Aos policiais, o tenente-coronel relatou que procurou a esposa e disse que gostaria de se separar. Segundo ele, Gisele ficou nervosa, mandou que ele saísse do quarto e bateu a porta. O militar afirmou que foi tomar banho e ouviu o disparo. Ao sair, encontrou Gisele ferida, com a arma dele na mão.

O tenente-coronel declarou ainda que acionou imediatamente a PM, o resgate e ligou para um amigo que é desembargador em São Paulo. Os laudos periciais sobre a trajetória da bala devem ajudar a esclarecer o que ocorreu no apartamento do Brás.

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Correspondente da Rádio Itatiaia em São Paulo. Apresentador do quadro Palavra Aberta e debatedor do Conversa de Redação. Ingressou na emissora em 2023. Começou no rádio comunitário aos 14 anos. Graduou-se em jornalismo pela PUC Minas. No rádio, teve passagens pela Alvorada FM, BandNews FM e CBN, no Grupo Globo. Na Band, ocupou vários cargos até chegar às funções de âncora e coordenador de redação na Band News FM BH. Na televisão, participava diariamente da TV Band Minas e do Band News TV. Vencedor de nove prêmios de jornalismo. Em 2023, foi reconhecido como um dos 30 jornalistas mais premiados do Brasil.

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