Réu por homofobia em BH vai passar por exame de insanidade; processo é suspenso pela Justiça

Paulo Henrique Mariano Cordeiro foi filmado ofendendo duas mulheres em um supermercado no bairro Nova Suíça em junho de 2025

Paulo Henrique Mariano Cordeiro chegou a ‘posar’ para vídeo após cometer homofobia contra casal de mulheres em supermercado

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) suspendeu, nesta segunda-feira (23), o processo de Paulo Henrique Mariano Cordeiro, que responde por injúria contra um casal lésbico em um supermercado no bairro Nova Suíça, na Região Oeste de Belo Horizonte.

O réu vai passar por um exame de insanidade mental. O processo ficará suspenso até a conclusão do exame e a respectiva homologação judicial do laudo pericial. A decisão é do juiz José Romualdo Duarte Mendes, da 5ª Vara Criminal da capital.

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A defesa do réu aponta que ele apresenta um quadro de epilepsia, associada a comorbidades psiquiátricas com vínculo ansioso e depressivo, além de transtorno de personalidade.

Decisão ocorre após audiência

O pedido da defesa pelo exame de insanidade mental ocorre semanas após audiência de instrução e julgamento do caso. O procedimento ocorreu no dia 9 de fevereiro. Na ocasião, as vítimas, duas testemunhas de acusação e uma defesa foram ouvidas.

A testemunha de defesa foi um parente gay do réu, que relatou nunca ter sido maltratado por ele. As vítimas relataram que o crime foi testemunhado pelo filho delas, uma criança, que se assustou com os ataques homofóbicos.

Durante o interrogatório, o réu ficou em silêncio. O juiz Bruno Taveira, da 5ª Vara Criminal de Belo Horizonte, manteve as medidas protetivas concedidas às vítimas contra o réu.

A audiência foi o fim da etapa de produção de provas no processo.

Relembre o caso

O crime ocorreu em 9 de junho de 2025, quando Paulo Henrique, acompanhado da esposa, começou a ofender as mulheres na fila do supermercado. Em audiência realizada no último dia 9, o casal relatou que o caso resultou em medo e ansiedade.

As ofensas foram flagradas por vídeos, que circularam nas redes sociais na época que o crime ocorreu. O casal estava com o filho no estabelecimento, e o réu se incomodou com o fato da criança chamar ambas as mulheres de “mãe”.

“Sapatão filha da p***, é isso que você é. Você é sapatão e não gosta de pagar de homem? Mas nessa hora você não é homem não, né? Isso, grava. É nós, sapata”, disse o réu.

Veja o vídeo:

Jornalista formada pelo UniBH, é apaixonada pelo dinamismo do factual e pelo poder das histórias bem narradas. Com trajetória que inclui passagens pelo Sistema Faemg Senar, jornal Estado de Minas e g1 Minas, possui experiência em múltiplas plataformas e linguagens. Atualmente, integra a redação da Rádio Itatiaia, onde acompanha os principais acontecimentos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo

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