Quem é a desembargadora que votou contra absolvição de homem ‘casado’ com criança de 12 anos

Natural de BH, Kárin Emmerich é desembargadora desde 2013 e foi voto vencido em audiência que absolveu homem ‘casado’ com criança por estupro de vulnerável

Natural de BH, Kárin Emmerich é desembargadora desde 2013 e foi voto vencido em audiência que absolveu homem ‘casado’ com criança por estupro de vulnerável

A desembargadora Kárin Emmerich foi voto vencido em audiência que absolveu um homem de 35 anos da acusação de estupro de vulnerável contra uma criança de 12 anos. Na ocasião, os magistrados entenderam que o réu e a vítima possuíam um “vínculo afetivo consensual”, autorizado pela mãe da criança, que também foi absolvida.

Dois magistrados votaram a favor da absolvição, contra o voto da desembargadora, o que formou a maioria. O caso ganhou visibilidade na última sexta-feira (20). Antes, a sentença de primeira instância havia condenado o homem e a mãe da criança.

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O homem havia sido preso em flagrante no dia 8 de abril de 2024, quando foi encontrado com a vítima, e ambos faziam uso de entorpecentes. Na delegacia, o indivíduo admitiu manter relações sexuais com a menor, e a mãe confirmou ter autorizado o namoro.

Quem foi a única desembargadora que votou contra?

Natural de Belo Horizonte, Kárin Emmerich é juíza de Direito do Tribunal de Justiça de Minas Gerais há 34 anos, sendo 23 na primeira instância e 11 na segunda.

Formada pela faculdade de Direito Milton Campos em 1983, a desembargadora ocupa o cargo de vice-corregedora-geral de Justiça, com atuação no biênio 2024-2026.

Desembargadora desde 2013, ela já integrou a Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais.

Ao longo da carreira no Direito, Kárin Emmerich também ocupou o cargo de presidente da Nona Câmara Criminal Especializada em Violência Doméstica, ECA e Execução Penal, do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais.

Em março de 2023, então presidente da 9ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG), ela recebeu a Comenda Lyda Monteiro, maior honraria da entidade.

O prêmio leva este nome em referência à funcionária da Ordem dos Advogados do Brasil, no Rio de Janeiro, vítima de atentado à bomba à sede da instituição, no período da Ditadura Militar no Brasil.

A comenda é destinada a personalidades de importância e relevância para a valorização da advocacia no Estado de Minas Gerais.

Jornalista formada pelo UniBH, é apaixonada pelo dinamismo do factual e pelo poder das histórias bem narradas. Com trajetória que inclui passagens pelo Sistema Faemg Senar, jornal Estado de Minas e g1 Minas, possui experiência em múltiplas plataformas e linguagens. Atualmente, integra a redação da Rádio Itatiaia, onde acompanha os principais acontecimentos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo

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