Um grupo investigado por furtos de cabos e lavagem de dinheiro que movimentou mais de R$ 400 milhões e é alvo de uma operação realizada em quatro estados, entre eles Minas Gerais. Nesta segunda-feira (23), policiais civis da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) cumprem 42 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Tocantins, durante mais uma fase da operação “Caminhos do Cobre”.
Segundo as investigações, a organização possui uma estrutura criminosa organizada e financeiramente sofisticada, com divisão clara de funções e atuação interestadual. Sozinho, o principal investigado do esquema teria movimentado R$ 97 milhões, valor incompatível com sua capacidade econômica declarada.
Os furtos ocorriam, principalmente, durante a madrugada, quando caminhões eram utilizados para arrancar cabos subterrâneos, enquanto motocicletas atuavam como batedores para monitorar a movimentação policial e bloquear vias.
Operação mira grupo que faturou mais de R$ 400 milhões com furto de cabos em MG, SP, RJ e TO
— Itatiaia (@itatiaia) February 23, 2026
📹 Polícia Civil | Divulgação pic.twitter.com/kdNAdKLo0O
Após a subtração, os criminosos transportavam os cabos para pontos específicos, onde os materiais passavam por fracionamento. Em seguida, os itens eram comercializados por meio de ferros-velhos e empresas de reciclagem vinculadas ao grupo.
Segundo a polícia, a parte financeira da quadrilha emitia notas fiscais falsas para dar aparência de legalidade às transações. Os valores eram divididos por meio de transferências bancárias em sequência, com o objetivo de dificultar o rastreamento do dinheiro.
Além da ofensiva contra os envolvidos, a DRF solicitou o sequestro de veículos e imóveis do grupo, bem como o bloqueio total dos ativos financeiros.
A Operação Caminhos do Cobre é uma iniciativa contínua para combater o furto de cabos e materiais metálicos, mirando toda a cadeia criminosa, do furtador às metalúrgicas.
Desde setembro de 2024, foram realizadas mais de 430 fiscalizações em ferros-velhos, com cerca de 200 prisões de responsáveis pelos estabelecimentos. No mesmo período, aproximadamente 300 toneladas de fios de cobre e materiais metálicos foram apreendidas, além do pedido de bloqueio de cerca de R$ 240 milhões.
As ações também visam descapitalizar financeiramente braços operacionais do tráfico que fomentam esse tipo de crime.