Segundo o TCE-MG, a documentação foi juntada ao processo e a análise do material foi iniciada já na última sexta-feira (28). Passalio foi intimado a prestar explicações sobre os relatórios produzidos pela empresa inglesa de consultoria Ernst & Young pelo vice-presidente do tribunal, o conselheiro Agostinho Patrus.
A intimação atendeu a uma representação enviada por 18 parlamentares questionando a contratação da empresa estrangeira para criar um planejamento de lobby pela privatização da companhia.
Os relatórios estabelecem um plano de ação com a definição de agentes relevantes para o debate e decisões atreladas à privatização. Membros da imprensa, autoridades do Executivo e deputados estaduais são classificados como ‘defensores’, ‘neutros’ e ‘contrários’ em uma seção do estudo denominada ‘mapeamento de stakeholders’.
Em um dos documentos produzidos pela Ernst & Young há uma lista com 1.107 entidades e pessoas que a consultoria considera estratégicas nas ações pela privatização da Copasa. Cada participante da relação foi classificado como acionista; deputado estadual; diretor da Copasa; especialista; Governo do Estado; imprensa; líder de entidades empresariais e representativas de classe; órgão de controle; população; prefeito; sindicato e corporação interna; ou rede social.
No Portal da Transparência da estatal, o contrato entre Copasa e Ernst & Young é avaliado em R$ 5,5 milhões. O vínculo foi firmado em maio deste ano e tem vigência de 12 meses.