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Ciro acusa Lula de 'comemorar' tarifas de Trump e critica Bolsonaro e aliados

Em vídeo, ex-governador do Ceará afirmou que polarização entre o presidente Lula e o ex-presidente Bolsonaro pode acabar “liquidando o Brasil”

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Ciro Gomes, ex-ministro e ex-governador do Ceará.  • Keiny Andrade | Reprodução.

Mais próximo do PSDB e de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (PDT), acusou o presidente Lula (PT) de estar "comemorando" as taxas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Brasil, por fins "eleitorais".

Claro que qualquer ataque aos interesses nacionais ou à nossa soberania deve nos unir, a todos, em defesa do nosso país, do nosso Brasil. Do Brasil. Não do corrupto governo [Lula] que está, ele também, desastrando o nosso país

— disparou o ex-governador.

Isso quer dizer que devemos aceitar passivamente a violência econômica imposta a nós pelo estrangeiro? Claro, óbvio que não. Mas daí a celebrar, como Lula está fazendo, os benefícios eleitorais de curto prazo — que vêm da soma da injustiça da medida yank com a tremenda burrice dos Bolsonaros, pai e filhos, e aliados como, surpreendentemente, até o governador de São Paulo — vai uma enorme e intransponível distância

— afirmou Ciro.

De olho em 2026

Rachado com o PT, Ciro disputou quatro eleições presidenciais: em 1998, 2002, 2018 e 2022. Na última, teve seu pior desempenho, ficando em quarto lugar, atrás de Lula, Bolsonaro e Simone Tebet (MDB), com 3,05% dos votos válidos.

Cotado para disputar o governo do Ceará em 2026, Ciro tem se aproximado de apoiadores do ex-presidente Bolsonaro, incluindo o deputado federal André Fernandes (PL), que disputou o segundo turno pela prefeitura de Fortaleza em 2024, e o deputado estadual Carmelo Neto (PL).

Críticas ao INSS de Lupi

No mesmo vídeo, o ex-governador acusou Lula de impor ao Brasil "a maior taxa de juros do século" e afirmou que a corrupção no governo se "generalizou a ponto de não poupar os aposentados por descontos ilegais".

Durante a polêmica envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o ministro responsável pela pasta da Previdência era Carlos Lupi, presidente nacional — então licenciado — do PDT, sigla de Ciro.

Quando o governo Lula decidiu pela saída de Lupi do cargo, Ciro foi contra e saiu em defesa do ex-ministro. Ele falou sobre uma "farra do INSS" e criticou a escolha de Lula de substituí-lo por Wolney Queiroz.

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Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.