O senador Magno Malta (PL-ES), afirmou nesta quinta-feira (15), que Jair Bolsonaro está detido em uma cela “pequena e insalubre” na superintendência da Polícia Federal, em Brasília, e classificou as condições como “desumanas”. O parlamentar esteve no local, mas não conseguiu visitar o ex-presidente por não ter autorização do Supremo Tribunal Federal. Segundo Malta, a única medida adotada até agora foi a liberação de um
De acordo com o senador, o ruído é intenso durante o dia, período em que o ar condicionado do prédio permanece ligado, e não há alternativa estrutural sem comprometer o funcionamento da PF. Malta destacou que Bolsonaro está em pós-operatório, faz uso contínuo de medicamentos e corre riscos se permanecer sozinho: “É perigoso ele dormir sozinho. Todo mundo sabe o que é um pós-operatório. Isso é uma questão humanitária”, disse.
O senador chegou a comparar a situação a uma forma de tortura e afirmou que o ex-presidente enfrenta um ambiente que pode agravar ainda mais seu estado de saúde.
Dosimetria e articulação no Congresso
Magno Malta também comentou o veto do presidente Lula ao Projeto de Lei da dosimetria e afirmou que trabalha para suspender o recesso parlamentar e convocar uma sessão do Congresso Nacional para derrubar a decisão.
Segundo ele, mesmo com a judicialização do tema, a derrubada do veto seria o primeiro passo. Malta defendeu ainda a anistia ampla, que alcance Jair Bolsonaro, e criticou o que chamou de insegurança jurídica no país.
Durante a fala, o senador também atacou o governo federal, citando posições internacionais do presidente Lula e afirmando que o Brasil “não pode ser associado a ditadores ou grupos terroristas”. Para Malta, o tratamento dado a Bolsonaro simboliza um país sem garantias legais: “O que está sendo feito é um tratamento de carrasco. Todo mundo está vendo que o Brasil não tem segurança jurídica”, afirmou.