Presidente do BC se encontra com diretor-geral da PF em meio a investigações sobre o Banco Master

Reunião durou cerca de uma hora e aconteceu no mesmo dia da segunda fase da operação que apura fraudes financeiras

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, se reuniu nesta terça-feira (14) com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, em meio às investigações sobre fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.

O encontro durou cerca de uma hora e aconteceu na sede da Polícia Federal, em Brasília. A reunião ocorreu em um momento em que tanto o Banco Central quanto a PF têm sido alvo de críticas pela condução do caso.

Na agenda oficial de Galípolo, o compromisso aparece descrito como uma reunião para “tratar de assuntos institucionais”.

Já a Polícia Federal realizou uma publicação nas redes sociais afirmando que o encontro foi para reafirmar “a importância da cooperação e da integração entre as instituições”.

Em meio à crise provocada pelas suspeitas de fraudes, o Banco Central decidiu liquidar o Banco Master em novembro. A medida gerou questionamentos à autoridade monetária e levou o Tribunal de Contas da União (TCU) a determinar uma inspeção no BC para apurar as circunstâncias da decisão.

Já a atuação da Polícia Federal no caso foi criticada pelo ministro Dias Toffoli, relator das investigações no Supremo Tribunal Federal (STF). A reunião entre Galípolo e Andrei Rodrigues ocorre no mesmo dia em que a PF realizou a segunda fase da operação Compliance Zero, que apura fraudes relacionadas ao Banco Master.

A nova etapa da operação foi autorizada por Toffoli, que apontou falta de empenho e demora da PF no cumprimento de ordens judiciais anteriores. Os mandados incluem buscas e apreensões em endereços ligados a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e a familiares dele em São Paulo, como o pai, a irmã e o cunhado.

Na decisão que autorizou a operação, o ministro afirmou que a demora no cumprimento das ordens judiciais colocou a investigação em “risco concreto”. Segundo Toffoli, o atraso poderia resultar na fuga dos investigados e na destruição de provas.

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Repórter de política em Brasília, com foco na cobertura dos Três Poderes. É formado em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB) e atuou por três anos na CNN Brasil, onde integrou a equipe de cobertura política na capital federal. Foi finalista do Prêmio de Jornalismo da Confederação Nacional do Transporte (CNT) em 2023.

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